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5 de ago de 2009

Caminho das Índias


Por Mary Schultze

Tenho recebido vários e-mails criticando acerbamente a novela “Caminho das Índias” e concordo plenamente com os irmãos que advertem os crentes a não assistirem esta novela. Eu a vejo porque sou pesquisadora de religião e gosto de comparar os erros doutrinários do Hinduísmo com as verdades claras da Palavra de Deus. Escrevi sobre a Reencarnação (doutrina do Hinduísmo) há alguns anos e estou enviando este artigo aos irmãos em Cristo.

Realmente, para quem não tem um bom embasamento bíblico e apologético esta novela pode ser uma tremenda armadilha no sentido de conduzir o telespectador à idolatria e à crença na reencarnação. A maneira honesta e respeitosa como os filhos se comportam diante dos pais, ao contrário do que acontece na civilização ocidental, é muito convincente para quem só vê o lado bonito do Hinduísmo, pouco conhecendo sobre o que esta religião de fato significa para a vida espiritual do seu seguidor.


No Hinduísmo, o número de deuses chega a 330 milhões, o que significa, em média, um deus para cada três habitantes. “A divindade mais popular é Shiva, o deus da morte, da destruição e das transformações profundas. Em geral, o deus Shiva é apresentado em movimentos de dança, no meio de uma roda de Fogo, elemento da natureza, ao qual ele está associado. Sua dança, denominada Tandava, simboliza o eterno movimento do universo. Com o pé direito, Shiva esmaga a cabeça de uma figura bestial - a ignorância - e com o pé esquerdo ele faz um movimento ascendente, indicando a liberação espiritual”. Esta é a razão pela qual os indianos são tão afeiçoados às danças e por que as crianças, desde cedo, já são iniciadas na prática das diversas evoluções. Toda manifestação de alegria dos indianos é feita através de evoluções.

“Na Índia, é comum encontrarmos os saddhus - ou homens "santos" - que renunciam ao mundo e vivem perambulando em busca de sabedoria e iluminação. Como devotos de Shiva, os saddhus costumam andar seminus, têm os cabelos compridos e emaranhados e dedicam-se à prática da Ioga”. A maneira desgrenhada pela qual se apresentam os sacerdotes de Shiva já demonstra o que há de tremendamente errado com relação a este falso deus. Observem que alguns sacerdotes indianos são barrigudos, o que demonstra um excesso de comida, ou gula, um dos pecados capitais, condenado por Paulo em Gálatas 5:21 com o nome de glutonaria. Enquanto isso, o povo é raquítico e subnutrido, pois não pode comer carne, principalmente de vaca, um animal sagrado.

A deusa Kali (senhora da destruição) é uma das muitas esposas do deus Shiva. Na cultura indiana, as mulheres são praticamente escravas dos maridos e muitas, ainda hoje, são queimadas vivas, junto com os falecidos, o que significa uma prova de fidelidade e amor.

Quanto mais estudamos o Hinduísmo, mais chegamos à conclusão de que somente o Cristianismo é a religião verdadeira, pois prega o legítimo amor a Deus e ao próximo, libertando o cristão de todo tipo de sacrifício e, principalmente, da hipocrisia, um dos erros mais presentes nas falsas religiões. Qualquer segmento do Cristianismo que exige sacrifício físico ou financeiro tem influência oriental e, portanto, deve ser descartado. Cristo através da Sua Palavra dá inteira liberdade a quem O segue, sem nada exigir, além da fé em Seu sacrifício vicário e na Sua ressurreição, resultando em amor ao próximo, o qual consiste num comportamento moral impecável, com relação a Deus, a nós mesmos e à nossa comunidade. Ao contrário dos falsos deuses, Jesus Cristo é o único Deus verdadeiro, cujos seguidores são inteiramente livres para viver na prática do bem, sem a necessidade de qualquer sacrifício, conforme temos visto no Hinduísmo e em outras religiões orientais. O cristão é livre e feliz, enquanto o praticante do Hinduísmo é escravo da superstição e do medo de cair no desagrado de suas inúmeras divindades.

Tentando fazer um contraste entre o Hinduísmo e o Cristianismo, a novela da Globo só tem mostrado pessoas e famílias desajustadas, de péssimo comportamento moral, em vez de mostrar as famílias cristãs ajustadas, que ainda existem no Ocidente. Quase todas as pessoas mostradas na novela têm um comportamento pagão e reprovável. A Globo está pregando ostensivamente as doutrinas da Nova Era em suas novelas, inclusive em outra novela - “Negócio da China”, a qual apresenta “viagens fora do corpo”, uma prática do ocultismo oriental.

O Livro que prega a Divindade de Jesus Cristo, nosso grande Deus e Salvador, da primeira até a última página, é a Bíblia, o único livro que contém um vasto número de profecias, das quais 85% já foram cumpridas, fielmente, com uma margem de 100% de exatidão. Enquanto isso, os livros sagrados de todas as outras religiões, inclusive do Hinduísmo, estão repletos de lendas e superstições e até mesmo de aberrações, não apresentando comprovação alguma da verdade eterna nem de qualquer profecia realizada. O Hinduísmo apresentado com tanta aprovação na novela da Globo é uma religião altamente idólatra e perigosa, na qual o ocultismo ocupa uma parte fundamental, disseminando o erro de maneira ostensiva e conduzindo os que ignoram as verdades bíblicas a um caminho, não exatamente o das Índias, mas do lago de fogo. Vejamos abaixo um exemplo da superstição e do ocultismo que predominam no Hinduísmo, conforme recebido hoje por e-mail.

“Uma menina de 12 anos foi casada com um cachorro para protegê-la dos "maus espíritos" que a ameaçavam no estado indiano oriental de Jharkhand, informou nesta segunda-feira um clérigo tribal local.
O casamento, celebrado na localidade de Jamshedpur, aconteceu porque a menor tinha desenvolvido dentes adicionais, algo considerado como um mau agouro pela população da região, explicou o sacerdote Naresh Manki, citado pela agência ‘Ians’.

‘Em uma sociedade tribal, quando uma mulher desenvolve dentes complementares, isto é considerado um mau presságio não só para ela, mas também para os membros de sua família e para toda a sociedade. Para salvá-la dos maus espíritos, a casamos com um cachorro’, disse Manki.

A pequena Soni teve que enfrentar o atípico casamento por ser uma "manglik", uma pessoa astrologicamente maldita para o casamento, segundo a tradição hindu.

‘As bodas são realizadas como um casamento normal, também se organiza um banquete para aqueles que participam da cerimônia’, acrescentou o clérigo.

Não é a primeira vez que na Índia são realizados casamentos entre homens e animais ou inclusive árvores, já que alguns astrólogos acreditam que isto liberta a pessoa de certas maldições ou do azar que os astros lhe atribuíram.

Nem sequer as estrelas da poderosa indústria do cinema indiano, Bollywood, escapam ao influxo destes atavismos.

No final de 2006, a atriz e miss Mundo Aishwarya Rai, também uma "manglik", teve que se casar simbolicamente com a imagem do deus hindu Vishnu, como passo prévio para poder desposar-se com o também astro de cinema Abhishek Bachchan”.



Como vimos, a superstição predomina entre os indianos de todas as camadas sociais, pois a verdade que liberta do engodo cultural e religioso, somente encontrada na Bíblia, é totalmente desconhecida por esse povo infeliz, o qual, também é, socialmente, um dos mais miseráveis do planeta. Mas a miséria que predomina na Índia a Globo não mostra! Pois se ela a mostrasse, estaria desagradando o “pai da mentira”, o “deus deste século”, o “anjo de luz”, satanás, a quem ela tem servido fielmente.