Louvores ao homem ou a Deus?

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Pouco se tem adorado a Deus.
Apesar até das boas intenções, muito do que se tem cantado nas igrejas exaltam mais a criatura do que ao Criador. Estamos vivendo um evangelho antropocêntrico, isto é, que coloca o homem no centro das atenções e se utiliza de Deus apenas como um serviçal para atender as suas vontades e resolver seus traumas existenciais.

Canta-se hoje muita besteira nas igrejas sem o mínimo de coerência teológica.

O que vejo hoje são um monte de cantores e cantoras querendo vender CDs. Há um mercado podre que disputa a sua fatia, gravadoras querendo puxar o tapete umas das outras. Paga-se "jabá" nas rádios para que as músicas sejam artificialmente classificadas como as "preferidas" do povo.

Virou um grande comércio visando apenas lucro para o bolso desses mercadores do evangelho.

Grandes shows com estádios lotados, luzes coloridas dançantes, grupos de bailarinos exibindo as suas roupas esvoaçantes, máquinas de fumaça por todos os lados e uma grande massa humana entorpecida pelo som alto e pesado das máquinas e amplificadores de alta potência.

O show vai começar. Anuncia-se o artista, que entra com seus vestidos enfeitados com lantejoulas e cristais, cabelão, topetão tipo Elvis Presley, ou mulheres vestidas semi-nuas com roupas “tomara-que-caia” ou calças tão apertadas que pouco podem se mover.

Ao som de uma guitarra, uma introdução, começa-se uma música e o artista começa a gritar “Dá um glória a Deus”, e a massa responde no mesmo tom. O show vai crescendo e a música termina com vários “aleluias” no som estourado do microfone, cria-se umas frases de efeito já padrões, do tipo “essa é uma noite de restauração....” “Deus vai fazer .....” E cria-se todo um frenesi louco para satisfazer a vontade da massa humana.

Lá fora, camelôs vendem CDs piratas e os crentes os compram e ainda dão testemunho de que pagou barato, tributando esse “milagre” a Deus.

Acho que até aqui, não disse nenhuma novidade.

Nesses quase 40 anos que tenho vivido dentro do evangelho, muita coisa mudou para pior. E eu gostaria de dar apenas um breve histórico do que vivenciei na área de louvor.

Converti-me aos 18 anos, sendo tocado profundamente pelo Espírito Santo, numa pregação do Pr Valter Rodrigues (in memorian), na Primeira Igreja Evangélica do Cambuci, na rua Freire da Silva, 418. Isto aconteceu em abril de 1972. Como eu era contra-baixista deuma banda de rock and roll e meu irmão era também guitarrista da banda, ele acabou também se convertendo e juntos formamos um conjunto musical na igreja. Naquela época não se tocava bateria na igreja e, portanto, levamos somente a guitarra e o baixo.

Portanto, por ser músico até hoje e tendo vivenciado toda essa transformação na adoração eclesiástica, vou fazer aqui um resumo das transformações sofridas nessa área. Vou dividir em 4 fases, segundo a minha visão, para melhor facilitar a nossa compreensão.

FASE 1 – HINOS QUE ANELAVAM PELO CÉU E PELA PRESENÇA DO ESPÍRITO SANTO
Hinos da Harpa Cristã:
“Passarinhos, belas flores, querem me encantar. São vãos celestes esplendores, mas contemplo o meu Lar”.
“Sim eu amo a mensagem da cruz, te morrer eu a vou proclamar. Levarei eu também minha cruz, te por uma Coroa trocar”
“Chuvas de graças, chuvas pedimos Senhor, manda-nos chuvas constantes, chuvas do Consolador”
Corinhos:
“O nome de Jesus é doce, traz gozo paz e alegria... Subindo, subindo, para o céu eu vou. Joguei a tristeza fora e para o céu com Jesus eu vou”.
“Santo Espírito enche a minha vida, pois por Cristo eu quero brilhar, Santo Espírito enche a minha vida, usa-me as almas a salvar”. Perceba o propósito do cântico: levar o crente a pregar o evangelho.

FASE 2 – CORINHOS DE ADORAÇÃO COM HUMILHAÇÃO
“Ao orarmos Senhor, vem encher-nos com o teu amor... nossas vidas, vem pois transformar, refrigério prá alma nos dar, e agora com nossos irmãos, nos unimos aqui em oração” Conjunto “Vencedores por Cristo”

“Eu quero entrar no Santíssimo, para ver Jesus em sua plenitude, eu quero entrar no Santíssimo”

“Eu quero ser, Senhor amado, como um vaso nas mãos do oleiro. Quebra a minha vida e faça-a de novo, eu quero ser um vaso novo”

Percebe-se sempre um espírito de humildade nos cânticos. É o crente se humilhando diante de Deus.

FASE 3 - LOUVORES DE GUERRA
Nessa fase surgem cantores evocando os cânticos de guerra.

“Homem de guerra é Jeová, seu nome é temido na terra...”
“O Nosso General é Cristo, nenhum inimigo nos resistirá”
“Ouve-se o júbilo de todos os povos, os reis se dobraram ao Senhor...”
“Vem com Josué lutar em Jericó...”
Nessa época os crentes já começam a se despir das vestiduras da humildade.

FASE 4 – LOUVORES GOSPEL AMERICANOS
1985 – Inicia-se um movimento de valorização da música gospel americana pelos brasileiros. Grandes movimentos de louvorzão nas igrejas (lembram-se?). Várias igrejas faziam o tal “louvorzão”. Era uma novidade. Duas horas só de música.

Nessa época surge o programa “Extra-Extra” na Radio Imprensa Gospel, trazendo os rocks pesados do Petra e outros malucos do planeta. Nos shows gospel, guitarristas corriam pelo palco mostrando suas tatuagens nos músculos dos braços e gritando e balançando-se feitos gorilas. Um guitarrista com cabelos compridos, dá o seu show particular fazendo um solo de guitarra. O povo vai ao delírio. UUUUUU!!! WOW!!!

Nessa época começa a surgir um monte de músicas esquisitas que tratam Jesus de você. Anjos também são evocados nas canções.

FASE 5 - LOUVORES QUE COLOCAM O HOMEM NO CENTRO.
Essa é a fase atual.
Dá-se ordens a Deus, exalta-se o homem, os verdadeiros adoradores estão nas cavernas.

“Como Zaqueu eu quero subir o mais alto que eu puder só pra te ver, olhar para ti e chamar sua atenção para mim”. Veja que nessa sentença Jesus está em segundo plano. O Zaqueu é que é o tal e que diz o que o Mestre tem que fazer com ele. Na passagem bíblica original, Jesus é quem faz o convite. Mas aqui, Zaqueu se transforma no protagonista principal da história.
Essa música é cantada na umbanda, na igreja católica, pelos grupos de pagodes na TV, nos bares da esquina nas rodas da cerveja e nas igrejas evangélicas.

Aline Barros canta:
“Vou Te alegrar com o meu louvor, Eu quero Te tocar com o meu amor, Poder Te abraçar, sentir o Teu pulsar, Teu coração bater ao meu".

Veja o antropocentrismo nesta música. O homem é quem vai alegrar a Deus com o seu louvor e abraçar e sentir o coração de Deus pulsar junto ao coração dela. Aqui Deus é uma figura depressiva, triste e que precisa do homem para sair da depressão.

A cantora Lauriete tem uma música que diz:
“Ele vai te exaltar entre os teus irmãos
Hoje Ele entrega autoridade em tuas mãos
Se te prenderam te prepares para governar
Pois a promessa é de Deus e Ele cumprirá “

A pessoa aqui se exacerba no direito de dizer o que Deus vai fazer e vincula Deus a uma situação de constrangimento de ter que cumprir tal promessa que na música não está nem definida qual é.

MÚSICA DO TOQUE NO ALTAR:
Olha pra mim,
Olha pra mim
Olha pra mim
Pois eu preciso do teu olhar

Eu farei o que for preciso
Para te ver
Pois não posso deixar que sigas
Sem me perceber

Não importa a multidão
Só eu sei do que eu preciso
E eu preciso do teu olhar
Do teu olhar, do teu olhar

Nesta música percebe-se a arrogância na frase “não posso deixar que sigas sem me perceber”. Não há humildade na letra. Há arrogância no maior nível. “Não posso deixar....”, denota complexo de superioridade . O orgulho está estampado na frase “sem me perceber”. Não vou permitir que Jesus passe por mim sem que me perceba.

FINALMENTE:
Há um grande número de compositores que nada conhecem da Bíblia. Escrevem um monte de besteiras, fazem uma música bonita, mas teologicamente errada, que cai na boca dos artistas de plantão das igrejas evangélicas.

Os pastores precisam se preocupar com a teologia cantada. Nenhum louvor deveria ser aprovado para ser cantado em uma igreja antes de responder a essas questões:
1 – O conteúdo é biblicamente correto?
2- A música exalta o homem ou a Deus?
3 – A letra acrescenta valores de pureza, honestidade, boa fama, virtude, justiça e graça em nosso caráter?
4 – A melodia é bonita? Ou é daquele tipo “quem-quer-pão” do começo até o fim ou só tem duas notas, uma que vai e outra que vem?
5 - O ritmo está adequado a uma congregação de adoradores ou está mais para uma escola de samba carnavalesca?
6 – A letra tem conteúdo engraçadinho, isto é, as pessoas dão gargalhadas? Músicas do tipo “quem é salvo e tem certeza diga amém, bata os pés, batas as mãos, dê um pulinho” deveriam ser evitadas.

Espero que essas breves linhas sirvam para a reflexão sobre o louvor. A propósito, será que não é o momento de se fazer uma limpeza nos louvores da sua igreja jogando fora aqueles que não se inserem nessas questões abordadas?

Pr Videira.

INVEJA

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Ciúme é querer manter o que se tem; cobiça é querer o que não se tem; inveja é querer que o outro não tenha (Zuenir Ventura)

Achei este artigo muito interessante de Ruben Amorese, e gostaria de compartilhar com todos os leitores. É sempre momento de fazermos uma introspecção nas salas secretas da nossa existência e verificarmos se não padecemos se não no todo, ao menos em parte dessa doença que vai consumindo os ossos, conforme diz o livro de provérbios de Salomão.

Diferentemente da ira ou da gula, a inveja é uma condição emocional sorrateira. Ela queima como fogo de palha, por baixo, sem fumaça.

A ira produz erupções violentas; a gula compromete nosso manequim; a preguiça faz nosso chefe reclamar; a luxúria nos afasta até da família mais liberal; mas a inveja dificilmente aparece, pois o comportamento de um invejoso não difere muito de um crítico, de um ressentido, de um coração magoado.

Nenhuma dessas condições é, propriamente, inveja. Mas esta pode estar “orquestrando” a todas aquelas, por trás. Ela pode até mesmo produzir elogios e dar presentes. Este foi o caso de Saul, em relação a Davi. O rei entregou ao rapaz um comando em seu exército e lhe ofereceu a mão de sua filha em casamento — na esperança de fazê-lo “ir a óbito” (1Sm 18:5-29).

Como não sabe criar, o diabo distorce. Então, para produzir a inveja ele corrompeu a admiração, transformando-a no segundo pecado mais daninho que o ser humano já provou. Admirar é a capacidade de se deixar impactar pelo excepcional, pelo espantoso, de uma forma generosa, abnegada e contente.

Diz-se que a inveja só perde para o orgulho, em poder de destruição, em poder de potencializar o que há de pior no ser humano. A inveja é o maestro de nossos outros pecados. E corta para os dois lados: o do invejado e o do invejoso. A inveja é potencialmente homicida e suicida, ao mesmo tempo. Esse potencial raramente atinge seu clímax, revelando-se apenas como sentimento mesquinho, do tipo “se não posso ir a esse churrasco, que chova”.

Esse pecado advém de uma necessidade de nos compararmos com os outros. E ao encontrarmos neles motivos de admiração, sofremos, em vez de, simplesmente, nos alegrarmos. E aí está a obra do diabo: o invejoso sempre se compara e sofre com o bem dos outros que, para ele, é sempre maior e melhor (um problema de auto-estima). A grama do quintal do vizinho é sempre mais verde.

Assim, tudo começa com algo vindo de Deus: a capacidade de admirar e de se admirar. E nunca admiramos o trivial ou mesmo algo bom que tenhamos ou sejamos. Normalmente, só o narcisista admira algo que ele próprio tem ou é. Admira-nos aquilo que não encontramos em nós mesmos, como capacidades artísticas, dons, beleza, inteligência, posses etc. Em especial, quando alguém nos “vence” em algum ponto em que nos consideramos fortes.

É aí que o inimigo semeia a inveja, fazendo com que essa admiração se transforme de alegria em sofrimento, sem muita consciência da razão. Passo seguinte, inconscientemente desejamos “vencer” essa competição. Mas o inimigo não nos dá força para tal. Sugere-nos, ao contrário, o expediente de Caim. Ou o de Saul; com a língua desempenhando o papel da lança. Ou, se precisarmos de ajuda, que fundemos a fraternidade dos “irmãos de José”.

Sentir inveja é pecado. Mas tornar-se invejoso é mais grave ainda. Vemos em Pv 14:30 que ela nos faz adoecer: “a inveja é a podridão dos ossos”. E isso acontece quando esse pecado se instala em nossa alma. De alguma forma perversa, essa atitude “nos ajuda a viver”, criando em nosso coração mecanismos de auto-justificação. E o invejoso passa a achar que “o que fizeram com ele justifica sua reação”. Afinal, todos lhe estão devendo.

Aninhada na placenta do nosso coração, ela agora se multiplica em ninhada. Surgem, por exemplo, o ódio, a ira, o homicídio e uma infinidade de pequenas transgressões (cometidas pelo invejoso covarde), com um só objetivo: humilhar ou destruir o invejado. Vêm, então, a difamação, a calúnia, o desmerecimento, a crítica destrutiva, a palavra amarga e uma indisfarçável alegria com o infortúnio do outro. Do “inimigo”.

Resultado, esse pecado nos lança num mundo de trevas. Já não nos alegramos com o que temos ou somos (a não ser que ninguém mais tenha ou seja — mas aí já não tem graça); já não somos gratos a Deus pelo que nos deu (como pôde o Senhor abençoar aquela criatura!?); já não somos edificantes, e sim desconstrutores. Passamos boa parte da vida a nos comparar com os outros. E nossa baixa auto-estima nos faz “admirar” as coisas boas que encontramos neles — e isso nos consome! Está ficando pesado? Uma paradinha.

Dois amigos passeavam na calçada quando um deles chutou uma espécie de lata velha. Era uma lâmpada de gênio, que, tendo sido acordado, apareceu e disse: estive preso nessa lâmpada por muitos séculos e estou muito cansado. Portanto, vocês têm direito a apenas um pedido. Façam logo, pois não tenho tempo a perder. Um dos amigos, animado, pediu para ficar rico, e foi logo atendido pelo gênio. O segundo amigo viu aquilo tudo e pediu: quero que meu amigo volte ao que ele era antes.

Outra versão, mais dramática, diz que o gênio impôs uma condição para o pedido único: tudo o que um deles pedisse seria dado também e em dobro para o outro. Aí, o amigo invejoso se adiantou e pediu: quero que você me tire um olho.

Aí está a sabedoria popular a nos ensinar que o invejoso não consegue construir. Bastaria aproveitar a chance única e ser muito feliz. Mas a felicidade do companheiro torna-se um problema. E ele prefere destruir. Nem que precise sofrer.

Mas nem tudo está perdido. Deus colocou recursos espirituais à nossa disposição para vencermos a inveja. Eis alguns, encontrados na literatura como virtudes antagônicas a esse pecado: amor, gratidão, compaixão, misericórdia e lamento.

Examinando cada uma delas, faço minha opção pelo amor diligente. Aquele amor dinâmico, capaz de me transformar, pela busca do poder do Espírito de Deus. Ouça Jesus: “...eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem”. Ouça Paulo: “abençoai os que vos perseguem, abençoai e não amaldiçoeis”. Ainda Paulo: “...pelo contrário, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber...”

Se eu examinar meu próprio coração(*) e me descobrir invejoso e, por isso mesmo, agredido, humilhado e perseguido por gente que, de “tão boa”, se tornou meu algoz — e quiser mudar—, buscarei o Senhor em meu quarto e lhe pedirei que me ajude a abençoar, a falar bem “pelas costas”, a elogiar esse “inimigo”. E pedirei mais: que Deus me dê oportunidades e meios (emocionais) de lhe “lavar os pés”. Sabemos que, na medida da resposta de Deus, a minha redenção se manifestará na forma de serviços a esse “inimigo”. Serviços que remodelarão meu coração egoísta em abnegado e generoso, capaz de, solidariamente, alegrar-se com os que se alegram e chorar com os que choram. Serviços como aqueles com que meu Mestre serviu. E nessa atitude, “teu Pai, que vê em secreto, te recompensará” (Mt 6: 4, 6 e 18).

Assim, mais uma vez, da cruz de Cristo e também da minha; da humilhação, agora voluntária, há de vir a vitória.

Rubem Amorese

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(*) O Ministério da Saúde Espiritual adverte: este texto não deve ser utilizado em diagnósticos de terceiros. Serve apenas para introspecção. Não desaparecendo os sintomas, procure seu pastor.

CAMINHO DAS ÍNDIAS

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Por Mary Schultze

Tenho recebido vários e-mails criticando acerbamente a novela “Caminho das Índias” e concordo plenamente com os irmãos que advertem os crentes a não assistirem esta novela. Eu a vejo porque sou pesquisadora de religião e gosto de comparar os erros doutrinários do Hinduísmo com as verdades claras da Palavra de Deus. Escrevi sobre a Reencarnação (doutrina do Hinduísmo) há alguns anos e estou enviando este artigo aos irmãos em Cristo.

Realmente, para quem não tem um bom embasamento bíblico e apologético esta novela pode ser uma tremenda armadilha no sentido de conduzir o telespectador à idolatria e à crença na reencarnação. A maneira honesta e respeitosa como os filhos se comportam diante dos pais, ao contrário do que acontece na civilização ocidental, é muito convincente para quem só vê o lado bonito do Hinduísmo, pouco conhecendo sobre o que esta religião de fato significa para a vida espiritual do seu seguidor.

No Hinduísmo, o número de deuses chega a 330 milhões, o que significa, em média, um deus para cada três habitantes. “A divindade mais popular é Shiva, o deus da morte, da destruição e das transformações profundas. Em geral, o deus Shiva é apresentado em movimentos de dança, no meio de uma roda de Fogo, elemento da natureza, ao qual ele está associado. Sua dança, denominada Tandava, simboliza o eterno movimento do universo. Com o pé direito, Shiva esmaga a cabeça de uma figura bestial - a ignorância - e com o pé esquerdo ele faz um movimento ascendente, indicando a liberação espiritual”. Esta é a razão pela qual os indianos são tão afeiçoados às danças e por que as crianças, desde cedo, já são iniciadas na prática das diversas evoluções. Toda manifestação de alegria dos indianos é feita através de evoluções.

“Na Índia, é comum encontrarmos os saddhus - ou homens "santos" - que renunciam ao mundo e vivem perambulando em busca de sabedoria e iluminação. Como devotos de Shiva, os saddhus costumam andar seminus, têm os cabelos compridos e emaranhados e dedicam-se à prática da Ioga”. A maneira desgrenhada pela qual se apresentam os sacerdotes de Shiva já demonstra o que há de tremendamente errado com relação a este falso deus. Observem que alguns sacerdotes indianos são barrigudos, o que demonstra um excesso de comida, ou gula, um dos pecados capitais, condenado por Paulo em Gálatas 5:21 com o nome de glutonaria. Enquanto isso, o povo é raquítico e subnutrido, pois não pode comer carne, principalmente de vaca, um animal sagrado.

A deusa Kali (senhora da destruição) é uma das muitas esposas do deus Shiva. Na cultura indiana, as mulheres são praticamente escravas dos maridos e muitas, ainda hoje, são queimadas vivas, junto com os falecidos, o que significa uma prova de fidelidade e amor.

Quanto mais estudamos o Hinduísmo, mais chegamos à conclusão de que somente o Cristianismo é a religião verdadeira, pois prega o legítimo amor a Deus e ao próximo, libertando o cristão de todo tipo de sacrifício e, principalmente, da hipocrisia, um dos erros mais presentes nas falsas religiões. Qualquer segmento do Cristianismo que exige sacrifício físico ou financeiro tem influência oriental e, portanto, deve ser descartado. Cristo através da Sua Palavra dá inteira liberdade a quem O segue, sem nada exigir, além da fé em Seu sacrifício vicário e na Sua ressurreição, resultando em amor ao próximo, o qual consiste num comportamento moral impecável, com relação a Deus, a nós mesmos e à nossa comunidade. Ao contrário dos falsos deuses, Jesus Cristo é o único Deus verdadeiro, cujos seguidores são inteiramente livres para viver na prática do bem, sem a necessidade de qualquer sacrifício, conforme temos visto no Hinduísmo e em outras religiões orientais. O cristão é livre e feliz, enquanto o praticante do Hinduísmo é escravo da superstição e do medo de cair no desagrado de suas inúmeras divindades.

Tentando fazer um contraste entre o Hinduísmo e o Cristianismo, a novela da Globo só tem mostrado pessoas e famílias desajustadas, de péssimo comportamento moral, em vez de mostrar as famílias cristãs ajustadas, que ainda existem no Ocidente. Quase todas as pessoas mostradas na novela têm um comportamento pagão e reprovável. A Globo está pregando ostensivamente as doutrinas da Nova Era em suas novelas, inclusive em outra novela - “Negócio da China”, a qual apresenta “viagens fora do corpo”, uma prática do ocultismo oriental.

O Livro que prega a Divindade de Jesus Cristo, nosso grande Deus e Salvador, da primeira até a última página, é a Bíblia, o único livro que contém um vasto número de profecias, das quais 85% já foram cumpridas, fielmente, com uma margem de 100% de exatidão. Enquanto isso, os livros sagrados de todas as outras religiões, inclusive do Hinduísmo, estão repletos de lendas e superstições e até mesmo de aberrações, não apresentando comprovação alguma da verdade eterna nem de qualquer profecia realizada. O Hinduísmo apresentado com tanta aprovação na novela da Globo é uma religião altamente idólatra e perigosa, na qual o ocultismo ocupa uma parte fundamental, disseminando o erro de maneira ostensiva e conduzindo os que ignoram as verdades bíblicas a um caminho, não exatamente o das Índias, mas do lago de fogo. Vejamos abaixo um exemplo da superstição e do ocultismo que predominam no Hinduísmo, conforme recebido hoje por e-mail.

“Uma menina de 12 anos foi casada com um cachorro para protegê-la dos "maus espíritos" que a ameaçavam no estado indiano oriental de Jharkhand, informou nesta segunda-feira um clérigo tribal local.
O casamento, celebrado na localidade de Jamshedpur, aconteceu porque a menor tinha desenvolvido dentes adicionais, algo considerado como um mau agouro pela população da região, explicou o sacerdote Naresh Manki, citado pela agência ‘Ians’.

‘Em uma sociedade tribal, quando uma mulher desenvolve dentes complementares, isto é considerado um mau presságio não só para ela, mas também para os membros de sua família e para toda a sociedade. Para salvá-la dos maus espíritos, a casamos com um cachorro’, disse Manki.

A pequena Soni teve que enfrentar o atípico casamento por ser uma "manglik", uma pessoa astrologicamente maldita para o casamento, segundo a tradição hindu.

‘As bodas são realizadas como um casamento normal, também se organiza um banquete para aqueles que participam da cerimônia’, acrescentou o clérigo.

Não é a primeira vez que na Índia são realizados casamentos entre homens e animais ou inclusive árvores, já que alguns astrólogos acreditam que isto liberta a pessoa de certas maldições ou do azar que os astros lhe atribuíram.

Nem sequer as estrelas da poderosa indústria do cinema indiano, Bollywood, escapam ao influxo destes atavismos.

No final de 2006, a atriz e miss Mundo Aishwarya Rai, também uma "manglik", teve que se casar simbolicamente com a imagem do deus hindu Vishnu, como passo prévio para poder desposar-se com o também astro de cinema Abhishek Bachchan”.



Como vimos, a superstição predomina entre os indianos de todas as camadas sociais, pois a verdade que liberta do engodo cultural e religioso, somente encontrada na Bíblia, é totalmente desconhecida por esse povo infeliz, o qual, também é, socialmente, um dos mais miseráveis do planeta. Mas a miséria que predomina na Índia a Globo não mostra! Pois se ela a mostrasse, estaria desagradando o “pai da mentira”, o “deus deste século”, o “anjo de luz”, satanás, a quem ela tem servido fielmente.

Detalhes que me impedem de servir

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SÃO OS DETALHES QUE ME IMPEDEM DE SERVIR A DEUS – Mt. 8:14-15

Mt. 8:14 E Jesus, entrando em casa de Pedro, viu a sogra deste acamada, e com febre.
15 E tocou-lhe na mão, e a febre a deixou; e levantou-se, e serviu-os.

Parece uma cena tão sem importância. Jesus, aquele que anda sobre os mares, que criou os céus e a terra, porque a Bíblia diz que nada foi feito sem ele. Uma cena tão singela. Parece-nos tão sem importância. Se o texto dissesse que Jesus então olhou para os céus e então fez cair fogo e destruiu a cidade de Cafarnaum, todos diriam que ele era um Super-Poderoso.

Mas Jesus entra na casa de Pedro, e por esse texto sabemos que Pedro era casado, e cura a sogra dele. Ela estava com febre, e quem já esteve com febre, sabe que basta tomar um remédio barato, que a febre abaixa. Mas Jesus tocou aquela mulher e a Bíblia diz que a febre a deixou, ela se levantou e serviu-os.

Vocês já perceberam que a maioria dos nossos problemas está sempre nos detalhes? No varejo, nunca no atacado? Que as coisas que mais nos afligem, não são as grandes questões da vida. Ninguém está preocupado pensando na preservação da natureza, ou no desmatamento da Amazônia, ou nas questões econômicas internacionais, se ganha o Barack Obama ou o Mc Cain. Nem aí. O que nos aflige é aquilo que está mais próximo da gente. Uma unha encravada, uma joanete, um esporão no pé ou uma hérnia de disco. Os filhos, os marido, a escola, o aluguel que tem que ser pago. As grandes tragédias da nossa vida acontecem por causa de detalhes.

Outro fato interessante na vida é que o nosso problema é sempre grande e o do outro é sempre pequeno. Numa roda de amigos, alguém conta um problema e o outro fala assim: “Isso aí não é problema. Problema tenho eu!”. O problema do outro é sempre minimizado.

Um fato interessante na vida é que os inimigos sempre se unem quando há um inimigo comum. Vamos supor que saísse uma notícia que um grande asteróide, do tamanho da Lua, está em rota de colisão com a Terra e o local da queda é no Brasil e não se sabe exatamente o local. Pode ser em qualquer lugar. A queda está prevista para daqui a 48 horas. Sabe aquele problema seu que você pensava que era grande? Agora ficou pequeno. Você está com medo. O que você quer é salvar a sua vida. E você descobre que o seu vizinho, o seu inimigo número um também está com medo. E quando vocês se encontrarem, ninguém vai falar mais do problema do cachorro que pula o quintal e come as plantas. Ninguém mais vai reclamar do menino que pula o muro para pegar o papagaio. Nem daquele adolescente que coloca o volume do som no máximo e nem da vizinha que bate carne no apartamento de cima bem em cima da sua cabeça. O assunto agora é um só? O que a gente vai fazer para se salvar?

Quantos voluntários aparecem para ajudar quando acontece um acidente. Na queda do vôo do avião da TAM, muita gente foi ajudar, gente que nem era conhecida. Quantos voluntários trabalharam nos escombros do WTC. Ou no rescaldo da TSUNAMI que matou 500 mil pessoas.

Fico fascinado com aquela passagem em que Paulo diz: em Rom. 8:18 Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada.

Então nossos problemas são relativos, quando comparamos com a glória que Deus vai nos mostrar.

UM QUADRO SIMPLES: UMA MULHER IMPEDIDA DE SERVIR
Mas agora nós temos um quadro simples. Uma mulher está sendo impedida de servir, por causa de uma febre. Tudo aquilo que impede você de servir a Deus, pode ser comparado a uma febre que te deixa na cama do desânimo.
Quanta gente desanimada que eu tenho achado no caminho. Pessoas, que um dia foram dinâmicas, cheias de fé, que hoje estão jazendo numa cama de amargura. Quando crente amargurado que deixou raízes de amargura entrar no coração deles e já não conseguem viver a vida abundante que Cristo oferece.

Sempre que Deus chama uma pessoa para a Sua obra, ele está sempre dizendo para o servo: “Anima-te, anima-te!” É Deus dizendo: vamos, vamos que eu te ajudo. Agora alguém poderia me perguntar: porque Deus, sendo o Todo-Poderoso não pega logo uma injeção de ânimo e dá na pessoa? Porque é nós que temos que nos animar. O que é ânimo? É a nossa parte. E o mais interessante é que Deus usa a pessoa do jeito que ela é. Eu sei que há um estereótipo de beleza que o mundo impõe. O que é uma pessoa bonita? Porque as empresas só pegam galãs de cinema para serem representantes. É porque é o cartão de visita da empresa. Agora você pode me perguntar: porque Deus não opera em mim um milagre e me faz ficar mais alto, mais magro, mais inteligente, com uma bela voz afinada, com olhos azuis ou verdes, e aí vai uma série de adornos que a sociedade valoriza, mas DEUS NÃO VALORIZA ISSO.

Certo dia Deus estava descontente com o rei Saul, porque Saul havia desobedecido a Deus (sempre que você desobedece a Deus, Ele fica descontente com você), então Deus enviou Samuel à casa de Jessé, para que ele, Samuel, ungisse outro rei para Israel. Então o pai, Jessé, fez passar diante do profeta os filhos mais bonitos, mais elegantes e mais charmosos. Casa um que passava, Deus dizia para o profeta: Não é esse, não é esse. E quando todos passaram, o profeta perguntou a Jessé: acabaram-se os jovens? Não há mais nenhum? Então Jessé disse: há ainda um, mais ele está pastoreando as ovelhas lá no campo. Quer que eu o chame? Então chamaram Davi. Entrou aquele menino franzinho, de aparência humilde, cheirando a bode e a carneiro, e Deus disse: É ESSE AÍ!!!! Mas, o cara fede a vaca. Como pode? Deus havia dito para o profeta: NÃO OLHE PARA APARÊNCIA.

Então você jovem, que quer se casar, se você olhar beleza exterior, você está indo na mesma direção da multidão deste mundo que está passeando no caminho largo. Porque a beleza é efêmera, ela passa. Você os artistas naquelas novelas há 30 anos atrás, hoje estão velhos. Sem querer ferir a imagem de ninguém, porque a vida é formada de várias fases, você vai passar por todas elas, e todas são bonitas e vale a pena ser vividas. Você precisa de uma pessoa para ser uma companhia que valha a pena, seu companheiro de obra, na doença, na saúde, para o que der e vier.
A sogra de Pedro está acamada e Jesus precisa ser servido. Então ele a TOCA.
JESUS A TOCOU. – O toque é necessário.

É necessário o toque de Jesus na vida da pessoa. Um dia Jesus tocou a minha vida. Mas é necessário deixar ele tocar. Muitas pessoas não querem nada com Jesus e outras até se simpatizam com ele, mas não permite que Ele as toquem. A Bíblia está cheia de passagem dizendo: Jesus tocou. Jesus tocou a mulher, tocou o cego, tocou os doentes. Basta um toque de Jesus. Se você deixar Jesus tocar a tua vida, tudo irá mudar. Você será outra pessoa. As outras pessoas não vão te reconhecer mais. O seu linguajar muda, a forma de você tratar as pessoas muda, você passa a ser uma pessoa gentil, humilde, carismática, altruísta, não mais avarenta.

ELA LEVANTOU-SE, E OS SERVIU.
Quantas pessoas estão encostadas, desanimadas. Entregaram os pontos, as armas, as insígnias do combate. Há uma febre que prende as pessoas em frente a uma televisão, assistindo filme após filme, novela após novela, e quando se percebeu, o dia já acabou, o sol já se pôs, e um monte de tempo perdido. A TV nos molda nos domina. Diz quando temos que ligar, quando desligar, domina nossa mente. Molda nossa forma de agir, o que devemos ou não comer, que marca de creme dental é a melhor, e assim somos dominados por essa máquina que existem em todos os lares.
Precisamos redescobrir a vida, subir numa árvore, comer jaboticaba do pé, correr na rua com o cachorro. Quando você se sentou a última vez com o seu vizinho para conversar? Ou foi à casa dos seus parentes para visitá-los?
Você precisa servir a Deus, meu irmão e irmã. A Seara do Senhor precisa urgentemente de trabalhadores. Saia dessa letargia, dessa febre. Jesus quer te tocar nessa noite para você se levantar e servi-lo.

FOMOS CHAMADOS PARA SERVIR E NÃO PARA SERMOS SERVIDOS
Deus não quer espectadores na sua seara, nem gente que só pensa em si, egoísta. O evangelho chama as pessoas altruístas, aquelas que querem servir a Deus e ao seu próximo. Saia daqui sendo essa pessoa hoje. Uma pessoa com o coração mudado transformado. Mude sua visão da vida. Olhe mais para os lados, mais para fora e menos para dentro. Há muitos que precisam de você para o serviço. Nós fomos chamados para servir e não para ser servidos.

Porque Jesus foi o maior exemplo de servo. Ele não veio ser servido, mas veio servir. Por Isso se Ele, que é o nosso mestre serviu, nós devemos também servir, porque a marca do discípulo é o serviço.
Amém.
Pr Videira

Que história é essa de peneira na Igreja?

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Outro dia ouvi de uma pessoa a seguinte frase: "pastor, Deus precisa passar uma peneira nessa igreja". Essa frase não é novidade para mim, pois já a havia ouvido algumas vezes em uma outra igreja.

A idéia da "peneira" é a de que pessoas que eu considero inferiores ou indignas do convívio cristão sejam arrancadas por Deus num processo de limpeza espiritual. Assim, a igreja fica somente com aqueles que consideramos dignos do ajuntamento cristão e as pessoas inferiores ficam do lado de fora.

A idéia da "peneira" tem o mesmo princípio da maquinação que se passou pela mente de Hitler com a idéia soberba de peneirar o mundo, eliminando as raças inferiores, segundo a classificação de raças feitas por ele, levando à morte cinco milhões de judeus e outros 6 milhões de outras raças.

No bojo desse pensamento do III Reich, reside a mesma idéia racista. Eliminar as raças inferiores da igreja e, portanto, indignas de freqüentá-la. Devem ficar na igreja apenas um grupo separado, peculiar, santo, digno da convivência cristã.

Uma afirmação dessas por si só já é condenável à luz de toda Escritura. Mas também condena à peneira a mesma pessoa que emitiu esse pensamento. Porque o princípio cristão é o do amor, da convivência, da tolerância, do carregar as cargas uns dos outros. Não se arranca o joio, o elemento ruim da igreja, com as próprias mãos, mesmo porque ninguém sabe identifica-lo. Saulo de Tarso bem foi identificado pela igreja primitiva com um homem mau que perseguia os cristãos, mas Deus tinha um plano bem diferente com ele. Somente Deus os conhece, O joio deve, portanto, crescer junto com o trigo, o elemento bom, para que seja por este influenciado.

O joio é aquela pessoa que não soma na igreja. É por natureza crítica. Não sugere melhorias. É difícil conviver com ele. Ele reclama muito. Reclama do banheiro, da água, do café, da mensagem que demora muito, da música que estava alta, das pessoas, de tudo. Ele faz a crítica pela crítica. É o crítico por natureza.

Jesus disse que os sãos não precisam de médicos, mas sim os doentes. Portanto, o lugar de joio é na igreja. Essas pessoas precisam ouvir o evangelho e a igreja é o lugar onde elas devem estar. A cada mensagem pregada, mais uma chance foi ofertada para que houvesse mudança. Minha esperança é de que um dia ela se processe de uma forma tão profunda que cale a boca dos "profetas da peneira".

Pedro, Tiago e João foram três discípulos que sugeriram ao Mestre que se fizesse lá no monte da transfiguração uma igreja só para eles. Vamos fazer três tendas, ou três casas. A gente fica por aqui mesmo e então vamos deixar esse negócio de evangelizar o mundo de lado. Dá muito trabalho. É melhor ficar só nós seis. Jesus, Moisés, Elias, Pedro, Tiago e João. Uma idéia egoísta e totalmente descabida no âmbito do evangelho.

Deixemos o joio crescer juntamente com o trigo. Por ocasião da ceifa do fim do mundo, o Senhor da Seara irá enviar os anjos que farão a colheita do joio, para queimar, e do trigo para reinar com ELE.

Vamos ter amor no nosso coração e muita paciência para com todos os nossos irmãos. Essa é a vontade de Deus. Vamos nos lembrar que quando Jesus nos chamou, éramos tão indignos quanto hoje de sermos chamados de Filhos de Deus. E ELE ainda nos fez Reis e Sacerdotes para reinarmos para sempre com ELE.

Gosto desse versículo de Lamentações de Jeremias 3:22 "As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos. Novas são cada manhã. Grande é a sua fidelidade".

Vamos então ter misericórdia para com todos os que nos rodeiam. Amém.

Pr Videira, candidato permanente a servo inútil.

Estou cansado!

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Convenhamos! Um pastor confessar que está cansado, não é bem visto hoje pela comunidade evangélica, especialmente os neopentecostais que têm fórmulas de sucesso para todas as áreas da vida. Geralmente as soluções caem no "amarrar", "manda fogo, Senhor", "semana de quebra de maldição", "por cabeça e não por cauda", e a lista é interminável.

Fico imaginando como Moisés, Elias e Paulo se sentiram cansados na jornada da vida, nas lutas pela conquista do alvo a ser conquistado. Moisés pede a morte, Elias idem e Paulo deseja partir e estar com Cristo, sentimento nobre que deveria fazer parte daquele que viu a glória do Senhor. Logo Moisés foi recolhido por Deus, Elias subiu numa carruagem de fogo, mas Paulo acabou sendo decapitado. Nem todos tem a mesma sorte aqui, por isso Paulo disse que não temos que atentar nas coisas que vemos, mas nas que não vemos, porque estas são eternas.

Ao ver o caminhar da igreja evangélica, e eu já tenho 37 anos de experiência cristã, portanto tenho alguma autoridade para dizer que muita coisa mudou e hoje o evangelho é apenas um produto de consumo, como pão, roupas e carro. As pessoas procuram o que consumir nas igrejas e compram as melhores ofertas, que lhes agradam. Não estão lá muito interessadas no Senhor da Igreja, e nos processos de restauração e santificação, que são imprescindíveis para a salvação do homem que deseja ganhar a Vida Eterna dada por Cristo.

Achei um artigo do Ricardo Gondim, grande amigo e companheiro de ministério, a quem prezo muito pelas suas mensagens e seriedade no trato com as coisas de Deus. Transcrevo abaixo integralmente o seu artigo e desejo que o amado(a) leia e entenda o que se passa no coração de um pastor ao ver a degradação da igreja de Cristo. Eu faço das suas as minhas palavras.

Pr Videira, candidato permanente a servo inútil.


Estou cansado!
Ricardo Gondim

Cansei! Entendo que o mundo evangélico não admite que um pastor confesse o seu cansaço. Conheço as várias passagens da Bíblia que prometem restaurar os trôpegos. Compreendo que o profeta Isaías ensina que Deus restaura as forças do que não tem nenhum vigor. Também estou informado de que Jesus dá alívio para os cansados. Por isso, já me preparo para as censuras dos que se escandalizarem com a minha confissão e me considerarem um derrotista. Contudo, não consigo dissimular: eu me acho exausto.

Não, não me afadiguei com Deus ou com minha vocação. Continuo entusiasmado pelo que faço; amo o meu Deus, bem como minha família e amigos. Permaneço esperançoso. Minha fadiga nasce de outras fontes.

Canso com o discurso repetitivo e absurdo dos que mercadejam a Palavra de Deus. Já não agüento mais que se usem versículos tirados do Antigo Testamento e que se aplicavam a Israel para vender ilusões aos que lotam as igrejas em busca de alívio. Essa possibilidade mágica de reverter uma realidade cruel me deixa arrasado porque sei que é uma propaganda enganosa. Cansei com os programas de rádio em que os pastores não anunciam mais os conteúdos do evangelho; gastam o tempo alardeando as virtudes de suas próprias instituições. Causa tédio tomar conhecimento das infinitas campanhas e correntes de oração; todas visando exclusivamente encher os seus templos. Considero os amuletos evangélicos horríveis. Cansei de ter de explicar que há uma diferença brutal entre a fé bíblica e as crendices supersticiosas.

Canso com a leitura simplista que algumas correntes evangélicas fazem da realidade. Sinto-me triste quando percebo que a injustiça social é vista como uma conspiração satânica, e não como fruto de uma construção social perversa. Não consideram os séculos de preconceitos nem que existe uma economia perversa privilegiando as elites há séculos. Não agüento mais cultos de amarrar demônios ou de desfazer as maldições que pairam sobre o Brasil e o mundo.

Canso com a repetição enfadonha das teologias sem criatividade nem riqueza poética. Sinto pena dos teólogos que se contentam em reproduzir o que outros escreveram há séculos. Presos às molduras de suas escolas teológicas, não conseguem admitir que haja outros ângulos de leitura das Escrituras. Convivem com uma teologia pronta. Não enxergam sua pobreza porque acreditam que basta aprofundarem um conhecimento “científico” da Bíblia e desvendarão os mistérios de Deus. A aridez fundamentalista exaure as minhas forças.

Canso com os estereótipos pentecostais. Como é doloroso observá-los: sem uma visitação nova do Espírito Santo, buscam criar ambientes espirituais com gritos e manifestações emocionais. Não há nada mais desolador que um culto pentecostal com uma coreografia preservada, mas sem vitalidade espiritual. Cansei, inclusive, de ouvir piadas contadas pelos próprios pentecostais sobre os dons espirituais.

Cansei de ouvir relatos sobre evangelistas estrangeiros que vêm ao Brasil para soprar sobre as multidões. Fico abatido com eles porque sei que provocam que as pessoas “caiam sob o poder de Deus” para tirar fotografias ou gravar os acontecimentos e depois levantar fortunas em seus países de origem.

Canso com as perguntas que me fazem sobre a conduta cristã e o legalismo. Recebo todos os dias várias mensagens eletrônicas de gente me perguntando se pode beber vinho, usar “piercing”, fazer tatuagem, se tratar com acupuntura etc., etc. A lista é enorme e parece inexaurível. Canso com essa mentalidade pequena, que não sai das questiúnculas, que não concebe um exercício religioso mais nobre; que não pensa em grandes temas. Canso com gente que precisa de cabrestos, que não sabe ser livre e não consegue caminhar com princípios. Acho intolerável conviver com aqueles que se acomodam com uma existência sob o domínio da lei e não do amor.

Canso com os livros evangélicos traduzidos para o português. Não tanto pelas traduções mal feitas, tampouco pelos exemplos tirados do golfe ou do basebol, que nada têm a ver com a nossa realidade. Canso com os pacotes prontos e com o pragmatismo. Já não agüento mais livros com dez leis ou vinte e um passos para qualquer coisa. Não consigo entender como uma igreja tão vibrante como a brasileira precisa copiar os exemplos lá do norte, onde a abundância é tanta que os profetas denunciam o pecado da complacência entre os crentes. Cansei de ter de opinar se concordo ou não com um novo modelo de crescimento de igreja copiado e que vem sendo adotado no Brasil.

Canso com a falta de beleza artística dos evangélicos. Há pouco compareci a um show de música evangélica só para sair arrasado. A musicalidade era medíocre, a poesia sofrível e, pior, percebia-se o interesse comercial por trás do evento. Quão diferente do dia em que me sentei na Sala São Paulo para ouvir a música que Johann Sebastian Bach (1685-1750) compôs sobre os últimos capítulos do Evangelho de São João. Sob a batuta do maestro, subimos o Gólgota. A sala se encheu de um encanto mágico já nos primeiros acordes; fechei os olhos e me senti em um templo. O maestro era um sacerdote e nós, a platéia, uma assembléia de adoradores. Não consegui conter minhas lágrimas nos movimentos dos violinos, dos oboés e das trompas. Aquela beleza não era deste mundo. Envoltos em mistério, transcendíamos a mecânica da vida e nos transportávamos para onde Deus habita. Minhas lágrimas naquele momento também vinham com pesar pelo distanciamento estético da atual cultura evangélica, contente com tão pouca beleza.

Canso de explicar que nem todos os pastores são gananciosos e que as igrejas não existem para enriquecer sua liderança. Cansei de ter de dar satisfações todas as vezes que faço qualquer negócio em nome da igreja. Tenho de provar que nossa igreja não tem título protestado em cartório, que não é rica, e que vivemos com um orçamento apertado. Não há nada mais desgastante do que ser obrigado a explanar para parentes ou amigos não evangélicos que aquele último escândalo do jornal não representa a grande maioria dos pastores que vivem dignamente.

Canso com as vaidades religiosas. É fatigante observar os líderes que adoram cargos, posições e títulos. Desdenho os conchavos políticos que possibilitam eleições para os altos escalões denominacionais. Cansei com as vaidades acadêmicas e com os mestrados e doutorados que apenas enriquecem os currículos e geram uma soberba tola. Não suporto ouvir que mais um se auto-intitulou apóstolo.

Sei que estou cansado, entretanto, não permitirei que o meu cansaço me torne um cínico. Decidi lutar para não atrofiar o meu coração.

Por isso, opto por não participar de uma máquina religiosa que fabrica ícones. Não brigarei pelos primeiros lugares nas festas solenes patrocinadas por gente importante. Jamais oferecerei meu nome para compor a lista dos preletores de qualquer conferência. Abro mão de querer adornar meu nome com títulos de qualquer espécie. Não desejo ganhar aplausos de auditórios famosos.

Buscarei o convívio dos pequenos grupos, priorizarei fazer minhas refeições com os amigos mais queridos. Meu refúgio será ao lado de pessoas simples, pois quero aprender a valorizar os momentos despretensiosos da vida. Lerei mais poesia para entender a alma humana, mais romances para continuar sonhando e muita boa música para tornar a vida mais bonita. Desejo meditar outras vezes diante do pôr-do-sol para, em silêncio, agradecer a Deus por sua fidelidade. Quero voltar a orar no secreto do meu quarto e a ler as Escrituras como uma carta de amor de meu Pai.

Pode ser que outros estejam tão cansados quanto eu. Se é o seu caso, convido-o então a mudar a sua agenda; romper com as estruturas religiosas que sugam suas energias; voltar ao primeiro amor. Jesus afirmou que não adianta ganhar o mundo inteiro e perder a alma. Ainda há tempo de salvar a nossa.

Soli Deo Gloria.

Pastor: Santo ou Executivo?

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2 Reis 4.9

"E ela disse ao seu marido: Eis que tenho observado que este que passa sempre por nós é um santo homem de Deus". (2 Reis 4:9)

As pessoas estão a nos observar. Havia uma mulher que observava a passagem de Eliseu por sua porta e comunicou ao seu marido, ao final de um tempo que ele não era um simples homem que passava pela sua porta. Havia sinais exteriores de santidade nele, seu viver, seu caráter, seu comportamento, que excedia em muito a outros que talvez já tivessem passado por ela se intitulando “homens de Deus”. Eliseu passou pelo crivo crítico de uma mulher rica, que não atentava para outros interesses, senão o de avaliar a santidade, a diferença na estrutura de homem de Deus, muito além das aparências religiosas.

Hoje quando observamos certos intitulados pastores profissionais, principalmente os que se mostram na TV, todos com ternos caríssimos importados, parecem-se mais com executivos de empresas do que com pastores de ovelhas. Ostentam títulos em si mesmos e os exibem com orgulho. Basta entrarmos em alguns sites de igrejas e vermos o currículo de alguns pastores. Não que os títulos não sejam importantes, mas porque exibi-los? O princípio do evangelho sempre foi a discrição. Não mostrar aos outros minhas qualidades, pois isso já seria uma falta de qualidade.

O estudo bíblico é necessário, mas preciso exibir os diplomas para os outros, para que? Para ser reconhecido? Por quem? Parece que há uma disputa por títulos. Mestrado, doutor em divindade, são os cursos desejados. Mas quem tem pode dizer que é doutor em alguma coisa relacionada ao evangelho? Quem pode exibir um título de doutor honoris causa no assunto divindade? Não seria arrogância da nossa parte?Alguém ousaria exibir um título desses diante do grande trono branco?

Lembro-me de um culto que participei na igreja Batista do Povo em que estava presente o pastor Enéas Tognini. Nunca me esqueço do que esse homem santo de Deus disse naquela noite. Ele disse que era um “candidato a servo inútil”. “Que muitos querem títulos de bispo, apóstolo, que logo aparecerão novos títulos para suplantar o anterior como Serafim fulano de tal, o Querubim beltrano, o semideus ciclano. Eu ainda sou um candidato ao título de “servo inútil”, porque Jesus disse que esse tipo de servo tem que ter feito tudo para receber o tal título”.

Obrigado, pastor Enéas pelas suas palavras que calaram no meu coração e também estou perseguindo esse título. Não sei se o alcançarei, mas muito provavelmente não nesse mundo.

Pelas aparências vemos todos os dias inúmeros pregadores pulando, falando em línguas, tentando a todo custo passar a imagem de um "santo homem de Deus". E quantos já foram enganados doando todos os seus recursos e sendo desiludidos pelas falsas promessas financeiras que nunca se cumprem, mas apenas deixam-nos mais ricos. Um deles já tem quatro jatinhos executivos. Um dos novos, especialista em manipulação de curas. já comprou o primeiro jato. É só você percorrer a internet em busca dessas informações e as achará.

Eis aqui um santo homem de Deus, o apóstolo Paulo. Não tinha posses, apenas uma profissão da arte de confeccionar tendas para viver. Sofrido, passando fome e frio, sem destino certo, anunciando o evangelho de Cristo. Em II aos Coríntos no capítulo 11, Paulo fala sobre um pouco de seus sofrimentos: “Recebi dos judeus cinco quarentenas de açoites menos um. Três vezes fui açoitado com varas, uma vez fui apedrejado, três vezes sofri naufrágio, uma noite e um dia passei no abismo; Em viagens muitas vezes, em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos dos da minha nação, em perigos dos gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre os falsos irmãos; Em trabalhos e fadiga, em vigílias muitas vezes, em fome e sede, em jejum muitas vezes, em frio e nudez”.

Aquela mulher fez um "pequeno" quarto (II Reis 4:10) para Eliseu. O texto diz que o quarto tinha apenas a mobília indispensável: uma cama, uma cadeira e um candeeiro. Este homem de Deus não buscava o luxo que buscam hoje os falsos “homens de Deus”. Fecham seus ouvidos para as palavras de Jesus que tanto desprezou os bens materiais em suas parábolas.

Paulo termina a sua jornada de forma triunfal. Não com uma poupança recheada de dólares nem com um iate para pescar em alto-mar nem com troféus e títulos ganhos aqui na terra. Mas aguardando a bendita esperança: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda”. II Tim. 4:7-8.

pr José Videira, candidato permanente a servo inútil.

Qual Jesus?

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Amigos e irmãos.
Com tantas pessoas por aí se intitulando o Messias, outros se declarando a nova encarnação de Cristo, outros proclamando um Jesus líder dentro dos cursos de Liderança secular, Jesus, o guru e tantos outros títulos, precisamos ter a certeza de que estamos servindo ao Jesus Verdadeiro, aquele que nos dá a Vida Eterna, senão teremos corrido em vão.
Que esse artigo seja uma bênção na sua vida.
pr José Videira.

"Quisera eu me suportásseis um pouco mais na minha loucura. Suportai-me, pois. Porque zelo por vós com zelo de Deus; visto que vos tenho preparado para vos apresentar como virgem pura a um só esposo, que é Cristo. Mas receio que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também sejam corrompidas as vossas mentes, e se apartem da simplicidade e pureza devidas a Cristo. Se, na verdade, vindo alguém, prega outro Jesus que não temos pregado, ou se aceitais espírito diferente que não tendes recebido, ou evangelho diferente que não tendes abraçado, a esses de boa mente o tolerais" (2 Coríntios 11.1-4).


"Então lhes perguntou: Mas vós, quem dizeis que eu sou? Respondendo, Pedro lhe disse: Tu és o Cristo" (Marcos 8.29).

"Irmão, eu não estou interessado em qualquer conversa sobre doutrinas que nos dividam. A única coisa que me importa saber é se alguém ama a Jesus. Se ele me diz que ama a Jesus, não me interessa a qual igreja vai; eu o considero meu irmão em Cristo." Naquele momento, não me pareceu que fosse a hora e o lugar certo para argumentar com a pessoa que dizia isso. No entanto, eu me senti compelido a fazer uma pergunta para ela antes que a conversa se encerrasse: "Quando você fala com alguém que lhe diz amar a Jesus, você nunca lhe pergunta: 'Qual Jesus?'"

Após um breve momento de reflexão, tal pessoa me respondeu que nunca faria tal pergunta. "Não seria simpático".

Sempre que visito alguns amigos de um outro estado, há um homem que me esforço em encontrar. Ele é a alegria em pessoa, um dos homens mais amigáveis que conheço. Mesmo sendo um muçulmano consagrado, ele se declara ecumênico, e orgulha-se do fato de compartilhar algumas das crenças tanto dos judeus como dos cristãos. Ocasionalmente ele freqüenta uma igreja com um de meus amigos e de fato aprecia a experiência e a comunhão. Certa vez em um restaurante, ele estava expondo o seu amor por Jesus para mim e nossos amigos cristãos, e encerrou a sua declaração com as seguintes palavras: "Se eu pudesse rasgar a minha carne de tal maneira que todos vocês entrassem em meu coração, vocês saberiam o quanto eu amo a Jesus." Os sentimentos que envolveram suas palavras foram impressionantes; na verdade, é incomum ouvir este tipo de declaração tão devotada, até mesmo em círculos cristãos.


Estamos falando da mesma pessoa?

Voltando agora para o meu dilema inicial. Eu estava admirando a expressão de amor de meu amigo quando um pensamento preocupante tomou conta de mim: Qual Jesus? Um breve conflito mental aconteceu. Pensei se eu devia ou não lhe fazer tal pergunta. Minhas palavras, no entanto, saíram antes que minha mente tomasse uma decisão. "Fale-me sobre o Jesus que você ama." Meu amigo muçulmano nem hesitou: "Ele é o mesmo Jesus que você ama." Antes de me tornar muito "doutrinário" com meu amigo, achei que deveria mostrar-lhe como era importante definirmos se estávamos realmente falando sobre o mesmo Jesus.

Eu usei o seu vizinho, que é um grande amigo nosso, como exemplo. Ele e eu realmente amamos esse cidadão. Depois de concordarmos sobre nossos sentimentos mútuos, eu comecei a dar uma descrição das características físicas de nosso amigo comum: "Ele tem um metro e setenta de altura, é totalmente careca, pesa mais ou menos uns 150 quilos e usa um brinco em sua orelha esquerda..." Na verdade, eu não pude ir muito longe, pois logo algumas objeções foram feitas. "Espere aí... ele tem quase dois metros, eu gostaria de ter todo o cabelo que ele tem, e ele é o homem mais magro que eu conheço!" Meu amigo acrescentou que certamente não estávamos falando sobre a mesma pessoa. "Mas isto realmente faz alguma diferença?", perguntei. Ele me olhou com incredulidade. "Mas é claro que faz! Eu não tenho um vizinho que se encaixa com a sua descrição. Talvez você esteja falando de uma outra pessoa, mas não de meu bom vizinho e amigo." Então destaquei o fato de que se nós verdadeiramente aceitássemos a descrição que eu acabara de dar, certamente não estávamos falando da mesma pessoa. Ele concordou.

A seguir continuei descrevendo o Jesus que eu conhecia. "Ele foi crucificado e morreu na cruz pelos meus pecados. O Jesus que você conhece fez o mesmo?"

"Não, Alá o levou para o céu logo antes da crucificação. Judas é quem morreu na cruz."

"O Jesus que eu conheço é o próprio Deus, que se tornou homem. O seu Jesus é assim?"

Ele negou com a cabeça e disse: "Não, Alá é o único Deus. Jesus foi um grande profeta, mas somente um homem." A discussão prosseguiu a respeito das muitas características que a Bíblia atribui a Jesus. Em quase todos os casos, meu amigo muçulmano tinha uma perspectiva diferente. Mesmo mantendo-se convencido de que ele tinha o ponto de vista correto sobre Jesus, o fato de que nossas convicções contraditórias não podiam ser reconciliadas pareceu reduzir o seu zelo em proclamar o seu amor por Jesus.


Discussão doutrinária é sectarismo?

Alguns enxergam este meu questionamento como algo não amoroso - como uma prova do sectarismo que a discussão doutrinária produz. Eu o vejo como uma tentativa de clarear o caminho para que meu amigo tenha um relacionamento genuíno com o único Salvador verdadeiro, o nosso Senhor Jesus Cristo - não com alguém que ele ou outros homens, intencionalmente ou não, têm imaginado ou inventado.

Doutrinas, simplesmente, são ensinamentos. Elas podem ser verdadeiras ou falsas. Uma doutrina verdadeira não pode ser divisiva de maneira prejudicial; esta característica se aplica somente a ensinos falsos. "Rogo-vos, irmãos, que noteis bem aqueles que provocam divisões e escândalos, em desacordo com a doutrina que aprendestes; afastai-vos deles" (Rm 16.17; veja também Rm 2.8-9). Jesus, que é a Verdade, só pode ser conhecido em verdade e somente por aqueles que buscam a verdade (Jo 14.6; 18.37; 2 Ts 2.13; Dt 4.29). O próprio Cristo causou divisão (Mt 10.35; Jo 7.35; 9.16; 10.19), divisão entre a verdade e o erro (Lc 12.51).

"Qual Jesus?" é uma pergunta importantíssima para todo crente em Cristo. Nós deveríamos primeiro nos questionar, testar nossas próprias crenças sobre Jesus (2 Co 13.5; 1 Ts 5.21). Incompreensões sobre o Senhor inevitavelmente se tornam obstáculos em nosso relacionamento com Ele. A avaliação também pode ser vital com respeito á nossa comunhão com aqueles que se dizem cristãos. Recentemente, durante uma rápida viagem aérea, um dos meus amigos, preocupado o suficiente, fez algumas perguntas cruciais á pessoa próxima a ele sobre o relacionamento dela com Jesus. Mesmo tendo confessado ser um cristão, participando há quatro anos de uma comunidade cristã, essa pessoa na verdade não conhecia a Jesus nem entendia o evangelho da Salvação. Meu amigo o levou ao Senhor antes que o avião aterrizasse.


A "unidade cristã"

Com muita freqüência, frases parecidas com "nós teremos comunhão com qualquer um que confessar o nome de Cristo", estão sensivelmente impregnadas de camuflagens ecumênicas. O medo de destruir a unidade domina os que levam a sério este tipo de propaganda antibíblica, até mesmo ao ponto de desencorajar qualquer menor interesse em lutar pela fé. Surpreendentemente, "a unidade cristã" agora inclui a colaboração para o bem moral da sociedade com qualquer seita "que confessa o nome de Jesus."


"Jesus", o irmão de Lúcifer

Os ensinamentos heréticos sobre Jesus incluem todo tipo inimaginável de idéias sem base bíblica. O "Jesus Cristo" dos mórmons, por exemplo, não poderia estar mais longe do Jesus da Bíblia. O Jesus inventado por Joseph Smith, que a seguir inspirou o nome de sua igreja, é o primeiro filho de Elohim, tal como todos os humanos, anjos e demônios são filhos espirituais de Elohim. Este Jesus mórmon se tornou carne através de relações físicas entre Elohim (Deus, o Pai, o qual tinha um corpo físico) e a virgem Maria. O Jesus mórmon é meio-irmão de Lúcifer. Ele veio á terra para se tornar um deus. Sua morte sacrificial dará imortalidade para qualquer criatura (incluindo animais) na ressurreição. No entanto, se uma certa criatura, individualmente, vai passar a sua eternidade no inferno ou em um dos três céus, isto fica por conta de seu comportamento (incluindo o comportamento dos animais).


"Jesus", uma idéia espiritual

O Jesus Cristo das seitas da ciência da mente (Ciência Cristã, Ciência Religiosa, Escola Unitária do Cristianismo, etc.) não é diferente de qualquer outro ser humano. "Cristo" é uma idéia espiritual de Deus e não uma pessoa. Jesus nem sofreu nem morreu pelos pecados da humanidade, porque o pecado não existe. Ao invés disto, ele ajudou a humanidade a desacreditar que o pecado e a morte são fatos. Esta é a "salvação" ensinada pela tal Ciência Cristã.


"Jesus", o arcanjo Miguel

As Testemunhas de Jeová também amam a Jesus, mas não o Jesus da Bíblia. Antes de nascer nesta terra, Jesus era Miguel, o Arcanjo. Ele é um deus, mas não o Deus Jeová. Quando o Jesus deles se tornou um homem, parou então de ser um deus. Não houve ressurreição física do Jesus dos Testemunhas de Jeová; Jeová suscitou o seu corpo espiritual, escondeu os seus restos mortais, e agora, novamente, Jesus existe como um anjo chamado Miguel. A Bíblia promete que, ao morrer um crente em nosso Senhor e Salvador, a pessoa imediatamente estará com Jesus (2 Co 5.8; Fp 1.21-23). Com o Jesus deles, no entanto, somente 144.000 Testemunhas de Jeová terão este privilégio - mas não depois da morte, porque eles são aniquilados quando morrem. Ou seja, eles gastam um período indefinido em um estado inativo e inconsciente; de fato deixam de existir. Minha comunhão com Jesus bíblico, no entanto, é inquebrável e eterna.


"Jesus", ainda preso numa cruz

Os católicos romanos também amam a Jesus. Eu também o amei da mesma forma durante vinte e poucos anos de minha vida, mas ele era muito diferente do Jesus que eu conheço e amo agora. Algumas vezes ele era apenas um bebê ou, no máximo, um garoto protegido pela sua mãe. Quando queria a sua ajuda eu me assegurava rezando primeiro para sua mãe. O Jesus para quem eu oro hoje já deixou de ser um bebê por quase 2000 anos. O Jesus que eu amava como católico morava corporalmente em uma pequena caixa, parecida com um tabernáculo que ficava no altar de nossa igreja, na forma de pequenas hóstias brancas, enquanto que, simultaneamente, morava em milhões de hóstias ao redor do mundo. Meu Jesus, na verdade, é o Filho de Deus ressuscitado corporalmente; Ele não habita em objetos inanimados.

O Jesus dos católicos romanos que eu conhecia era o Cristo do crucifixo, com seu corpo continuamente dependurado na cruz, simbolizando, de forma apropriada, o sacrifício repetido perpetuamente na missa e a Sua obra de salvação incompleta. Aproximadamente há dois milênios, o Jesus da Bíblia pagou totalmente a dívida dos meus pecados. Ele não necessita mais dos sete sacramentos, da liturgia, do sacerdócio, do papado, da intercessão de Sua mãe, das indulgências, das orações pelos mortos, do purgatório, etc. para ajudar a salvar alguém. Os católicos romanos dizem que amam a Jesus, mesmo quando se chamam de católicos carismáticos, católicos "evangélicos", ou católicos renascidos, mas na verdade eles amam um Jesus que não é o Jesus bíblico. Ele é "um outro Jesus".


"Jesus", o bilionário

Até mesmo alguns que se dizem evangélicos promovem um Jesus diferente. Os chamados pregadores do movimento da fé e da prosperidade promovem um Jesus que foi materialmente próspero. De acordo com o evangelista John Avanzini, cujas roupas chiques refletem o seu ensino, Jesus vestia roupas de marca (uma referência á sua capa sem costura) semelhantes ás vestidas por reis e mercadores ricos. Usando uma argumentação distorcida, um pregador do sucesso chamado Robert Tilton declarava que ser pobre é pecado, e já que Jesus não tinha pecado, então, obviamente, ele devia ter sido extremamente rico. O pregador da confissão positiva Fred Price explica que dirige um Rolls Royce simplesmente porque está seguindo os passos de Jesus. Oral Roberts sustenta a idéia de que, pelo fato de terem tido um tesoureiro (Judas), Jesus e Seus discípulos deviam ter muito dinheiro.


O "Jesus" do movimento da fé e das igrejas psicologizadas

Além da pregação sobre um Cristo que era materialmente rico, muitos pregadores do movimento da fé, tais como Kenneth Hagin e Kenneth Copeland, proclamam um Jesus que desceu ao inferno e foi torturado por Satanás a fim de completar a expiação pelos pecados dos homens. Este não é o Jesus que eu conheço e amo.

O Jesus de Tony Campolo habita em todas as pessoas. O televangelista Robert Schuller apresenta um Jesus que morreu na cruz para nos assegurar uma auto-estima positiva. Para apoiar sua tese sobre Jesus, psicólogos cristãos e numerosos pregadores evangélicos dizem que Sua morte na cruz prova o nosso valor infinito para com Deus e que isto é a base para nosso valor pessoal. Não somente existe uma variedade enorme de "jesuses" que promovem o ego humano hoje em dia, como também estamos ouvindo em nossas "igrejas" psicologizadas que a verdade sobre Jesus pode não ser tão importante para o nosso bem psicológico do que nossa própria percepção sobre Ele. Esta é a base para o ensino atual do integracionista psicoespiritual Neil Anderson e outros que promovem técnicas não-bíblicas de cura interior. Eles dizem que nós devemos perdoar Jesus pelas situações passadas, nas quais nós sentimos que Ele nos desapontou ou nos feriu emocionalmente. Mas, qual Jesus?


Conclusão

A comunhão com Jesus é o coração do Cristianismo. Não é algo que meramente imaginamos, mas é uma realidade. Ele literalmente habita em todos que colocam nEle a sua fé como Senhor e Salvador (Cl 1.27; Jo 14.20; 15.4). O relacionamento que temos com Ele é ao mesmo tempo subjetivo e objetivo. Nossas experiências pessoais genuínas com Jesus estão sempre em harmonia com a Sua Palavra objetiva (Is 8.20). O Seu Espírito nos ministra a Sua Palavra, e este conhecimento é o fundamento para nossa comunhão com Ele (Jo 8.31; Fp 3.8). Nosso amor por Ele é demonstrado e aumenta através de nossa obediência aos Seus mandamentos; nossa confiança nEle é fortalecida através do conhecimento do que Ele revela sobre Si mesmo (Jo 14.15; Fp 1.9). Jesus disse: "Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz" (Jo 18.37). Na proporção em que nós crentes aceitarmos falsas doutrinas sobre Jesus e Seus ensinamentos, também minaremos nosso relacionamento vital com Ele.

Nada pode ser melhor nesta terra do que a alegria da comunhão com Jesus e com aqueles que O conhecem e são conhecidos por Ele. Por outro lado, nada pode ser mais trágico do que alguém oferecer suas afeições para outro Jesus, inventado por homens e demônios. Nosso Senhor profetizou que muitos cairiam na armadilha daquela grande sedução que viria logo antes de Seu retorno (Mt 24.23-26). Haverá muitos que, por causa de sinais e maravilhas, como são chamados, feitos em Seu nome, se convencerão de que conhecem a Jesus e O estão servindo. Para estes, um dia, Ele falará estas solenes palavras: "...Nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade" (Mt 7.23). Mesmo que sejamos considerados divisivos por perguntarmos "Qual Jesus?", entendam que este pode ser o ministério mais amoroso que podemos ter hoje em dia. Porque a resposta desta pergunta traz conseqüências eternas. (TBC 2/95 - traduzido por Ebenezer Bittencourt)

T. A. McMahon
Chamada da Meia-Noite

Responda a três perguntas e teste o seu Cristianismo

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Tenho acompanhado alguns blogs na Internet e cada vez mais estou me convencendo de que os conteúdos do Evangelho de Cristo se dissipou na história de tal maneira que a igreja atual perdeu-se em meio a um caos teológico miscigenado por doutrinas e revelações particulares não mais se discernindo o certo do errado. Se tal prática é bíblica ou não, qual o nome dos demônios, onde eles atuam, quem é o mais forte, o que vem após a morte e outras dúvidas primárias. Hoje faz-se teologia a partir das práticas e não o contrário.

O que tenho presenciado na Web é que as discussões em certos blogs evangélicos ocorrem em linguagem de baixo nível, com insultos e imprecações sobre os opinantes, o que não deveria ocorrer.

Alguns autores de blogs mantêm os comentários retidos para avaliação e só liberam aqueles bons ou os que elogiam o artigo, dando a impressão de que todos os leitores concordam 100% com tudo o que está escrito, o que não é verdade. Ninguém consegue agradar a toda platéia dos crentes internautas.

Há alguns assuntos bíblicos polêmicos, não revelados a nós, que se transformam em verdadeiras iscas àqueles que gostam de discutir de forma bastante crítica. Presenciei em alguns blogs alguns ”irmãos em Cristo” que se atacam como cães Pitt bulls em uma arena discutindo muitas vezes bobagens. E isso é vergonhoso para a igreja, porque é contra o princípio do cristianismo que lida com a questão do amor. Significa dizer que os conteúdos do caráter ou os valores de uma pessoa que um dia se encontrou com Cristo deveriam ter sido mudados e muitos aspectos comportamentais.

Há nas escrituras algumas qualidades que devem estar presentes na vida do crente, caso contrário isso o desqualifica inclusive como salvo.
Há que se fazer uma introspecção individual, uma auto-análise que a Bíblia chama de “examinar-se o homem a si mesmo”( I Cor. 11:28), que é uma instrução de Paulo à igreja de Corinto, que tinha uma natureza pecadora, e isso há dois mil anos atrás sob o apostolado de Paulo!

Temos que refletir sobre nós mesmos e fazermos essas perguntas que são um check-list para verificarmos se temos, pelo menos, alguns atributos que devam existir em alguém que nasceu de novo. Seja bastante sincero consigo mesmo e não tente se autojustificar. O pior doente é aquele que não reconhece sua doença para tratá-la e curá-la.

1 – Você é um crente que gosta de contendas?
Quando você entra numa discussão é para pacificar a conversa, ou você põe ainda mais fogo naquilo que já está ateado? Você gosta de ouvir fofocas? Gosta de “ver o circo pegar fogo”? Quando ouve uma notícia ruim logo pega no telefone e repassa a todos os seus conhecidos? Se há alguma dissensão na igreja você corre para apagar o fogo ou fica ao longe olhando para ver no que vai dar? Se falarem mal de você, logo pega no telefone e espalha para o máximo de pessoas da sua agenda o seu pieguismo, que é um apelo excessivo ao seu sentimento?

Se você caiu na qualidade de crente que quer atear fogo em quem não te aceita, há problema no seu cristianismo.

O crente tem que ter uma natureza pacificadora, para que ele possa ostentar o nome de “filho de Deus”. Isto está escrito no sermão do monte no capítulo 5 de Mateus . Quem primeiro promoveu a paz entre Deus e os homens foi Jesus. Ele veio reconciliar o homem com Deus através da cruz. Não se concebe uma pessoa que freqüente uma igreja e que se identifique como cristão com esse defeito na alma. Você tem que resolver isso e o momento ideal é agora. Não espere mais. Humilhe-se perante o Senhor, peça perdão a Ele e recomece sua vida de pacificador agora. Essa mudança exige vontade e coragem para persistir até a vitória total, vigiando e orando até que esse defeito de sua alma seja removido.


2 – Você é um crente de ânimo precipitado?
Esse comportamento é o contrário de longânimo, ou paciente, que a Bíblia tanto exalta. O precipitado é aquele que toma decisões por impulso. É a regra que governa o mundo animal. Se o animal for atacado ele contra-ataca. “Olho por olho, dente por dente”. Já vi crentes dizerem: “não pisem no meu calo, senão eu vou mostrar quem eu sou”.

Essa é a regra do bandido, daquele que mata, estupra e rouba e que estão sempre nos noticiários. A regra do bandido funciona assim: “se me falarem mal, eu dou logo um tiro e resolvo a parada”. Entre os crentes funciona assim: “se me derem um tapa na face, eu retribuo com dois murros no queixo. Se me falarem algo que eu não gosto, vou espalhar uma difamação bem pior. Vou tirar satisfação e colocar tudo a limpo”.

Significa dizer: “se o cara for bandido eu vou ser pior do que ele”. “Se alguém falar mal de mim, eu serei pior do que esse alguém”. E isso tudo em nome da “sinceridade”. Essa é a regra do bandido. E cada um justifica o seu comportamento à sua moda dizendo: “eu sou descendente de espanhol que tem sangue quente. Sou de família italiana que bate boca. É que eu sou muito extrovertido e falo na hora, porque sou muito sincero”.

Esse comportamento nos transforma em pessoas piores do que o nosso ofensor. É por isso que Jesus disse: “não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem (Mt. 5:45)” Eu não posso combater o mal com um mal maior, pois para fazer isso terei que encarnar o mal multiplicadamente. O mal só pode ser combatido com o bem. Eu só posso combater trevas com luz e não com mais trevas.

Se essa carapuça lhe pegou, ótimo. É tempo de rever os seus conceitos de cristianismo e começar já a mostrar essa mudança. Volte aos blogs em que escreveu coisas ruins e mostre a sua conversão. Comece por aí. Refaça seus comentários.


3 – Você é um crente de coração inclinado ao perdão?
Há pessoas que cruzaram o seu caminho e te magoaram. Em toda a nossa vida encontramos pessoas que nos amam e outras, nem tanto. A Bíblia é clara com relação à solução de conflitos na área do perdão.

Em primeiro lugar, o perdão não é uma opção sua, mas sim uma obrigação imposta a todo crente como condição da aceitação e do perdão de Deus. Como quem tomou a decisão de perdoar incondicionalmente o homem foi Deus, não se concebe no âmbito celestial um ser inferior, humano, que não perdoe, pois isso seria uma franca rebelião contra Deus. Por isso Jesus impõe essa obrigatoriedade do perdão como condição para sermos perdoados. Não existe para o crente a possibilidade da outra via ou do não-perdão, caso contrário ele se desqualifica como tal. Deus não aceita dele a sua adoração e nem a sua oferta. Tudo se transforma em ato nulo, como se diz no direito.

E como funciona? O ofendido é quem vai procurar o seu ofensor, e não o contrário.
“Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma cousa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faze a tua oferta” (Mateus 5:23-24).

Porque para o mundo funciona assim: ele me ofendeu, então ele que me procure para me pedir perdão. Mas no âmbito cristão, o fluxo ocorre no sentido contrário.

Mas o poder do perdão é fantástico. A sensação de libertação, de leveza na alma é tão grande, que quem é mais beneficiado é a pessoa que oferece o perdão. O vencedor é aquele que perdoa o seu ofensor.

Que tal colocar em prática isso agora? Ligue agora para aquela pessoa que te ofendeu e diga a ela “você me ofendeu, mas eu queria te dizer que mesmo assim eu te considero, porque eu vejo em você uma pessoa com um potencial de ser meu amigo e eu gostaria que me perdoasse, se te ofendi em alguma coisa. Não gostaria que nossa amizade fosse rompida por coisa alguma. Gostaria de te convidar a tomarmos um café em algum lugar e conversarmos”. Olha aí uma sugestão. Faça isso com o seu irmão, alguém de sua família, aquele pastor que te puxou a orelha com amor.

O amor é o vínculo da perfeição. Col. 3:14
pr Videira

Profissionais no Engano

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O que é milagre? O conceito de milagre pode ser assim explicitado: Milagre é um acontecimento que sucede contrário aos processos observados na natureza. Ninguém fez mais sinais do que Jesus, mas apesar de tantos sinais, Jesus é recusado por alguns. Também foi acusado de ser um agente do mal sendo o poder o mesmo que o dos demônios.

Então milagre é uma intervenção de Deus numa situação que, caso fosse deixada como está, iria desemborcar numa condição desfavorável.

A essência do milagre é ele ser uma exceção nos processos. A regra geral na vida é não haver milagre. Por isso estamos sujeitos a situações em que na grande totalidade dos processos não há milagre. O carro é roubado, o avião cai, as doenças se instalam e muitas vezes terminam em morte. Muitos pregadores da teologia da prosperidade, nos EUA, se internaram às escondidas para se tratar de doenças, para não serem vistos pelo povo. Porque na teologia da prosperidade o crente não fica doente. E se fica, é porque não tem fé.

Se numa igreja só há milagres, ou seja, o normal é haver milagres, então já não se pode chamar isso de milagre. Pela excepcionalidade do milagre, o milagre nessa igreja seria não haver nenhum milagre. Entenderam? Numa igreja onde tudo termina em milhares de milagres, o milagre seria não acontecer milagre algum.

Tenho um filho de 32 anos que tem paralisia cerebral e usa cadeira de rodas, pois não anda. Milhares de pregadores já oraram por ele. Me lembro do Benny Him impondo as mãos sobre ele, do T.L. Osborn, do missionário Davi Miranda, do missionário Manoel de Melo, para mencionar os mais conhecidos. Centenas de unções com óleo de igrejas, pastores, profetas. Ficamos exaustos de tanto freqüentar reuniões de milagres. Ele já foi internado várias vezes em hospitais com insuficiência respiratória e até cardíaca, mas está aqui conosco ainda. Deus tem um propósito em tudo.

Testemunho: Até os 10 anos de idade meu filho tinha convulsões e tomava Gardenal, um remédio que tentava inutilmente controla-las. Um dia, voltando de uma reunião de evangelismo e testemunhando à minha esposa o que Deus havia feito naquela noite, meu filho começou a ter uma convulsão em seus braços, virando os olhos e sacolejando todo o seu corpo. Tomei-o dos seus braços, subi sob o seu corpo e gritei desesperadamente para aquela enfermidade e ordenei que ela saísse dele e ele ficasse curado em nome de Jesus. Quando a convulsão terminou, disse à minha esposa que poríamos nossa fé à prova. Tiraríamos o Gardenal gradativamente, 5 gotas por dias, até zerar. Começamos assim. Depois de uma semana ele teve uma convulsão. Minha esposa ficou preocupada e me perguntou o que deveríamos fazer. Eu lhe disse: vamos continuar. Isso é uma prova da nossa fé. Continuamos até que o Gardenal foi retirado. Ele tinha 10 anos de idade. Hoje aos 32 anos, nunca mais teve nenhuma convulsão. Os médicos, quando olhavam o exame eletroencefalograma, nos perguntavam se ele tinha convulsões. Dizía-mos que não. Porque o quadro era para ter convulsões, mas ele não as tinha. Como explicar isso? Era um milagre verdadeiro. Como pode não ter convulsões se era para ter? Sei que Deus pode curá-lo. Basta um toque do Senhor. Mas tenho certeza de uma coisa: se o Senhor não quiser curá-lo neste mundo, ele receberá a cura total na ressurreição. O Senhor é soberano.

Estive assistindo na TV alguns pedaços de alguns programas de igrejas que se especializaram no engano do povo com falsos milagres. Uma mulher, que se dizia com dores nas pernas era exibida num desses programas como quem recebeu um milagre. O profissional na arte de enganar fazia as perguntas, induzindo a mulher a declarar um milagre que não existiu.

A senhora andava com uma bengala apenas como auxiliar no apoio. Ela também andava sem a bengala. Fizeram a pobre mulher andar para lá e para cá, como se ela não andasse. E aquilo parecia ser um milagre, como se ela fosse paralítica. O entrevistador dizia: “a perna está doendo agora?” A mulher deu uma risada meio sem graça. Como ele insistiu, ela respondeu com um tímido “sim”. Ele induz a mulher a mentir. Ela diz “sim”, para não deixa-lo mal perante as câmeras e o povo. Aí ele gritou, mandou-a correr, mas a mulher não corria. O entrevistador mencionou que a mulher usava bengala, como se ela não fosse mais usa-la. Mais uma vítima da corrente dos 70 sei lá o que.

Vi uma outra senhora, em um outro programa desses charlatões, sentada numa cadeira de rodas. O sujeito disse à mulher para se levantar. Aí os auxiliares tomaram a mulher pelos braços e a puseram de pé. Ele deu um passinho para frente com muita dificuldade. Quando o tal auto-intitulado apóstolo viu que a “cura” não prosperou, tratou de fugir para o outro lado do palco para fisgar mais uma vítima. As câmeras não filmaram, mas sabemos que aquela mulher sentou-se novamente na cadeira de rodas e foi embora para a casa do jeito que veio.

Numa outra cena, outra mulher quase caiu da escada, quando por um ato irresponsável ele a mandou descer. Ela começou a despencar. Não fosse a esperteza de alguns obreiros que estavam perto, ela teria se estatelado no chão. Mesmo assim, isso continuou no ar como se fosse um milagre. Todos bateram palmas.

Eu outro programa vi um missionário entrevistar algumas pessoas que diziam “a dor das costas sumiu”, “a dor do pé foi embora”, “o dente parou de doer”. Isso é transformado em milagres espetaculares! A medicina faz esses milagres, basta tomar um analgésico. Mas chamar isso de milagre? Ironicamente, no canto da telinha, há uma pessoa especializada na linguagem dos surdosmudos falando a eles através dos sinais. Interessante é que nunca um surdomudo é curado lá. Todos vêm, programa após programa e continuam surdosmudos. Quem fez essa pergunta foi o Jô Soares em seu programa quando entrevistou o deputado Marcelo Crivela da Universal.

Eu quero glorificar ao verdadeiro Deus pelos surdosmudos que são salvos e que anunciam a Palavra de Deus aos outros amigos que precisam de salvação. Louvo ao Senhor, pelos cegos que pregam o evangelho a um mundo de trevas. Pelos pastores paralíticos, que entram em cadeiras de rodas para anunciar o evangelho da salvação de Deus.

Fico triste em ver essa classe social já tão sofrida com as mazelas da vida, serem explorados com falsos milagres para que no fim de tudo despejem na sacola os últimos trocados, muitas vezes reservados para tomarem o ônibus para casa.
O fim deles será trágico. Jesus lhes dirá: “Nunca vos conheci, vós que praticais a iniqüidade”.

Não nos enganemos. Igrejas cheias, abarrotadas de gente, não significam que Deus está aprovando aquela obra ou trabalho. Geralmente as pessoas estão lá para resolverem seus problemas financeiros e de saúde por causa da isca lançada nos rádios e TV. Geralmente campanhas prometendo coisas que Deus não promete.

Finalmente, Deus não está com a multidão. Está com os pequenos. Jesus disse que o reino de Deus será dado a um pequeno rebanho. Disse-nos para entrarmos pela porta estreita.

Mt. 7:13 Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; 14 E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem. 15 ¶ Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores.

Os Judaizantes

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Artigo publicado no site CACP.
Estou completamente de acordo com o artigo, motivo pelo qual publico no blog para edificação do Corpo de Cristo.

"As festas bíblicas são ordens sagradas do Senhor. Elas não são apenas judaicas; são, antes de mais nada, do Senhor, declaradas como estatuto eterno (Lv. 23:1-44). Essas festas não são um convite para que a Igreja volte à primeira aliança, mas para sustentar a mensagem que elas transmitem. Elas apontam para o fim, para o Cordeiro e falam da parusia, ou seja, a segunda vinda do Messias."

"Preste atenção ao que está sendo ministrado, pois Roma não deseja que nossos olhos sejam abertos. Roma quer nos prender ao paganismo. Esse paganismo se traduz na tentativa de deixar as festas bíblicas no esquecimento e de pegar as festas pagãs e tentar cristianizá-las. Porém, Deus abriu os nossos olhos. Não estamos mais debaixo da escuridão, pois o Senhor nos trouxe para a luz."

(Ap. Renê Terra Nova).

A frase do autodenominado “apóstolo” René Terra Nova demonstra bem a necessidade de estudarmos este assunto: a Igreja deve guardar festas e costumes judaicos? A Bíblia deixa alguma evidência de que tais práticas são para os cristãos?

Independentemente de dados históricos extra-bíblicos, devemos nos deter ao estudo das Escrituras para esclarecermos tais questionamentos. É da Bíblia a Palavra final sobre o assunto!

Para começarmos nosso estudo, é interessante nos debruçarmos sobre a carta de Paulo aos gálatas, pois os irmãos da Galácia estavam passando por uma situação semelhante a da igreja de hoje.

Quando Paulo escreveu aos gálatas, Os judeus estavam presentes em todo o Império Romano, principalmente nas cidades mais importantes. Muitos deles se converteram ao cristianismo e, dentre os convertidos, havia aqueles que queriam impor a lei mosaica sobre os cristãos gentios. São os "judaizantes". Assim como os fariseus e saduceus perseguiram Jesus durante o período mencionado pelos evangelhos, os judaizantes pareciam estar sempre acompanhando os passos de Paulo a fim de influenciar as igrejas por ele estabelecidas. Essa questão entre judaísmo e cristianismo percorre o Novo Testamento.

Os judaizantes estavam também na Galácia, onde se tornaram uma forte ameaça contra a sã doutrina das igrejas.

Aqueles judeus davam a entender que o evangelho estava incompleto. Para conseguirem uma influência maior sobre as igrejas, eles procuravam minar a autoridade de Paulo. Para isso, atacavam a legitimidade do seu apostolado, como tinham feito em Corinto.


O EVANGELHO JUDAIZANTE


Os judaizantes chegavam às igrejas com o Velho Testamento "nas mãos". Isso se apresentava como um grande impacto para os cristãos. O próprio Paulo ensinava a valorização das Sagradas Escrituras. Como responder a um judeu que mostrava no Velho Testamento a obrigatoriedade da circuncisão e da obediência à lei? Além disso, apresentavam Abraão como o modelo para os servos de Deus.

Os judaizantes ensinavam que a salvação dependia também da lei, principalmente da circuncisão. Segundo eles, para ser cristão, a pessoa precisava antes ser judeu (não por descendência, mas por religião). Foi para combater as heresias judaizantes que Paulo escreveu aos gálatas e mostrou àqueles irmãos que voltar as práticas e aos cerimoniais da Lei era cair da graça. (Gálatas 5:1-10):

“Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão.

2 Eu, Paulo, vos digo que, se vos deixardes circuncidar, Cristo de nada vos aproveitará.

3 De novo, testifico a todo homem que se deixa circuncidar que está obrigado a guardar toda a lei.

4 De Cristo vos desligastes, vós que procurais justificar-vos na lei; da graça decaístes.

5 Porque nós, pelo Espírito, aguardamos a esperança da justiça que provém da fé.

6 Porque, em Cristo Jesus, nem a circuncisão, nem a incircuncisão têm valor algum, mas a fé que atua pelo amor.

7 Vós corríeis bem; quem vos impediu de continuardes a obedecer à verdade?

8 Esta persuasão não vem daquele que vos chama.

9 Um pouco de fermento leveda toda a massa.

10 Confio de vós, no Senhor, que não alimentareis nenhum outro sentimento; mas aquele que vos perturba, seja ele quem for, sofrerá a condenação”.


Algo parecido tem acontecido na Igreja brasileira nos dias atuais. Os judaizantes modernos ensinam que devemos guardar as festas judaicas, ler a Torah nos cultos, etc.

É muito comum vermos cristãos usando kipás (bonezinho usado pelos judeus), buscando ligações genealógicas com o povo israelita para que possam obter nacionalidade judia, entre outras coisas. Até mesmo nos cultos de algumas igrejas, músicas e danças judaicas foram inseridas.

Em nome do amor a Israel a bandeira da nação é colocada na igreja (será que um árabe desejoso por conhecer Cristo entraria nesta igreja?), o shofar é tocado e promovem-se as festas com a promessa de uma nova unção sobre a vida de quem participa de tais celebrações.

Há igrejas onde as pessoas não podem adentrar ao templo de sandálias ou sapatos e são orientadas a tirar os calçados, pois, segundo ensinam, irão pisar terra santa.

Há notícias de denominações no Brasil onde os assentos foram retirados dos templos e os crentes ficam de joelhos em posição semelhante à usada pelos judeus nas sinagogas.

Uma famosa “apóstola” (da igreja INJESEC) apregoa inclusive a necessidade da Igreja Evangélica brasileira guardar o sábado. Em uma entrevista a antiga revista Vinde, ela declarou: "Meu contato com Israel me mostrou várias coisas, como os dias proféticos, as alianças: seis dias trabalharás e ao sétimo descansarás. Êxodo 31 declara que o sábado é o sinal de uma aliança perpétua e da volta de Cristo”.

Afinal, devemos ter a preocupação de celebrar as festas judaicas, usar kipá, colocar pano de saco, banhar-se de cinzas? O cristão tem essas obrigações? O que diz a Palavra sobre o assunto?

Sobre a idéia da guarda do sábado e a sugestão da pastora de que isso faz parte de uma aliança perpétua, verifiquemos o seguinte:

Usar a expressão "aliança perpétua" para referir-se à aliança feita entre Deus e Israel é desconhecer a transitoriedade dessa aliança apontada pela Bíblia. Se não, vejamos. A Bíblia menciona a existência de duas alianças. A primeira foi firmada entre Deus e o povo de Israel (Êxodo 19.1-8), logo que saiu da terra do Egito e se acampou junto ao Monte Sinai. A aliança foi ratificada com o sangue de animais como se lê em Êxodo 24.1-8. No livro de Hebreus, o escritor se reporta a esta aliança, dizendo: "É por isso que nem a primeira aliança foi consagrada sem sangue. Havendo Moisés anunciado a todo o povo todos os mandamentos segundo a lei, tomou o sangue dos bezerros e dos bodes, com água, lã púrpura e hissopo, e aspergiu tanto o próprio livro como todo o povo dizendo: ‘Este é o sangue da aliança que Deus ordenou para vós’" (Hebreus 9.18-20).

Essa aliança não integrava o povo gentio (Salmo 147.19 e 20): "Mostra a sua palavra a Jacó, os seus estatutos e os seus juízos a Israel. Não fez assim a nenhuma outra nação; e, quanto aos seus juízos, não os conhecem”.

Embora o povo de Israel tivesse prontidão em responder que observaria essa aliança, na verdade, não a cumpriu, de modo que Deus prometeu nova aliança. Essa promessa foi registrada por Jeremias: "Vêm dias, diz o Senhor, em que farei uma aliança nova com a casa de Israel e com a casa de Judá. Não conforme a aliança que fiz para com seus pais, no dia em que os tomei pela mão para os tirar da terra do Egito, porque eles invalidaram a minha aliança, apesar de eu os haver desposado, diz o Senhor" (Jeremias 31.31 a 34).

Novamente, o escritor do livro de Hebreus se reporta a essa nova aliança, afirmando que ela já tinha sido estabelecida por Jesus Cristo: "Mas agora alcançou Ele ministério tanto mais excelente, quanto é mediador de superior aliança, que está firmada em melhores promessas. Pois se aquela primeira aliança tivesse sido sem defeito, nunca se teria buscado lugar para a segunda", (Hebreus 8.6 e 7). Ainda Paulo, falando sobre a antiga aliança, declara: "Ele nos fez também capazes de ser ministros de uma nova aliança, não de letra, mas do Espírito; pois a letra mata, mas o Espírito vivifica" (2 Coríntios 3.6). Logo, não se pode falar em "aliança perpétua", referindo-se à primeira aliança entre Deus e Israel.

O que talvez a apóstola quisesse, mas não o fez, era dizer que o sábado é um mandamento perpétuo, como se lê em Êxodo 31. 16 e 17. Todavia, ainda assim, ela estaria incorreta. Não procede dizer que a guarda do sábado deva ser observada pelos cristãos hoje. Isto porque a palavra perpétuo não se aplica só ao sábado, mas também a vários outros preceitos que os guardadores do sábado nunca se dispuseram a cumprir, como, por exemplo, a circuncisão pois Gênesis 17.13-14 diz o seguinte: “Com efeito, será circuncidado o nascido em tua casa e o comprado por teu dinheiro; a minha aliança estará na vossa carne e será aliança perpétua. O incircunciso, que não for circuncidado na carne do prepúcio, essa vida será eliminada do seu povo; quebrou a minha aliança”. E agora, teremos que nos circuncidar também? Ou não seria mais coerente guardar o significado espiritual de tais ordenanças e não o seu aspecto cerimonial?

Um outro argumento da “apóstola” é a de que o domingo tem origem pagã, ela diz: “"Roma teve um imperador que adorava o sol. Daí Sunday (dia do sol) [do inglês, domingo]. Por essa questão pagã, a tradição chegou até nossos dias...”.

Entretanto, esse é um argumento pueril, freqüentemente citado por eles para imprimir a idéia de que a guarda de outro dia que não o sábado é de origem estritamente pagã. Tão pagã quanto a palavra Sunday é Saturday (dia de Saturno), sábado, em inglês. O dia era dedicado ao deus Saturno e prestava-se culto com orgias e muita bebida. Os dias da semana levavam nomes pagãos e não só o domingo.

Constantino, por sua vez, foi o primeiro imperador romano a adotar o cristianismo. Quando o fez promulgou vários decretos em favor dos cristãos, destacando-se o de 7 de março de 321. Se vale o argumento de que a guarda do domingo é de origem pagã por ter sido Constantino quem firmou o primeiro dia da semana como dia de guarda, então teria que reconhecer que a doutrina da Trindade também tem origem pagã, pois foi o mesmo Constantino quem presidiu o Concílio de Nicéia, em 325, quando foi reconhecida biblicamente a deidade absoluta de Jesus. Jesus sempre foi Deus verdadeiro ou passou a sê-lo depois do Concílio de Nicéia? E o domingo passou a ser dito como dia de adoração em decorrência do decreto imperial ou os cristãos já o tinham como dia de adoração?


Quanto ao uso do Kipá, atente para o significado desta indumentária judaica segundo judeus messiânicos:

“Kipá - Simboliza que há alguém acima de você - O significado da palavra kipá é "arco", que fica compreensível quando pensamos em seu formato. A kipá é um lembrete constante da presença de Deus. Relembra o homem de que existe alguém acima dele, de que há Alguém Maior que o está acompanhando em todos os lugares e está sempre o protegendo, como o arco, e o guiando. Onde quer que vá, o judeu estará sempre acompanhado de Deus”.

“É costume judaico desde os primórdios um homem manter sua cabeça coberta o tempo todo, demonstrando com isso humildade perante Deus. É expressamente proibido entrar numa sinagoga, mencionar o nome Divino, recitar uma prece ou bênção, estudar Torá ou realizar qualquer ato religioso de cabeça descoberta”.

Fica o questionamento: é necessário para um cristão usar um kipá para lhe lembrar a presença de Deus? É preciso usar esse gorrinho para não esquecer de que Deus é Soberano e está acima de todos?

Não basta para o verdadeiro cristão o fato de que o próprio Deus habita em nós por meio do Seu Espírito? Fica o questionamento de Paulo aos coríntios: (1 Coríntios 3:16) “Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?”.


POR QUÊ NÓS CRISTÃOS NÃO GUARDAMOS A LEI?


1o – A lei de Moisés foi dada aos filhos de Israel (Êx.19,3,6). Nós, cristãos gentios, não somos filhos da nação Israel.

2o – Jesus cumpriu a lei cerimonial. Tal cumprimento significa não apenas sua obediência, mas a satisfação das exigências da lei cerimonial através da obra de Cristo.

Precisamos entender que os mandamentos da lei mosaica se dividem em vários tipos. Vamos, basicamente, dividi-los em mandamentos morais, civis e cerimoniais:

Os mandamentos morais dizem respeito ao tratamento para com o próximo: Não matarás; Não adulterarás; Não furtarás, etc. Tais ordenanças estão vinculadas à palavra amor.

Os mandamentos civis são aqueles que regulamentavam a vida social do israelita. São regras diversas que se aplicam às relações da sociedade. Um bom exemplo é o regulamento da escravidão.

Os mandamentos cerimoniais são aqueles que se referem estritamente às questões religiosas. São as ordenanças que descrevem os rituais judaicos.

A classificação de um mandamento dentro desses tipos nem sempre é fácil. Algumas vezes, uma lei pode pertencer a dois desses grupos ao mesmo tempo, já que a questão religiosa está por trás de tudo. A sociedade israelita era essencialmente religiosa. O Estado e o sacerdócio nem sempre se encontravam separados. Contudo, tal proposta de classificação já serve para o nosso objetivo.

A lei moral se resume no amor a Deus e ao próximo, como é dito em Gálatas 5.14 “Porque toda a lei se cumpre em um só preceito, a saber: Amarás o teu próximo como a ti mesmo”.Os princípios morais permanecem válidos no Novo Testamento. Hoje, não matamos o próximo, mas não por causa da lei de Moisés e sim por causa da lei de Cristo (Gálatas 6.2) “Levai as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo” à qual os gálatas deviam obedecer. A lei de Cristo é a lei do amor a Deus e ao próximo.

As leis civis do povo de Israel não se aplicam a nós. Além dos motivos já expostos, nossas circunstâncias são bastante diferentes e temos nossas próprias leis civis para observar. O cristão deve obedecer as leis estabelecidas pelas autoridades humanas enquanto essas leis não estiverem ordenando transgressão da vontade de Deus (Rm.13.1) “Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas”.

As leis cerimoniais judaicas foram abolidas por Cristo na cruz (o significado de cada uma delas se cumpriu em Cristo). Por esse motivo, mesmo os judeus que se convertem hoje ao cristianismo estão dispensados da lei cerimonial judaica. Por isso, não fazemos sacrifícios de animais, não guardamos o sábado, não celebramos as festas judaicas, etc.

Se alguém quiser observar algum costume judaico, isso não constituirá problema, desde que a pessoa não veja nisso uma condição para a salvação e nem prometa através destas coisas tornar alguém mais espiritual. (Rm 14.-8)

“1 Acolhei ao que é débil na fé, não, porém, para discutir opiniões.

2 Um crê que de tudo pode comer, mas o débil come legumes;

3 quem come não despreze o que não come; e o que não come não julgue o que come, porque Deus o acolheu.

4 Quem és tu que julgas o servo alheio? Para o seu próprio senhor está em pé ou cai; mas estará em pé, porque o Senhor é poderoso para o suster.

5 Um faz diferença entre dia e dia; outro julga iguais todos os dias. Cada um tenha opinião bem definida em sua própria mente.

6 Quem distingue entre dia e dia para o Senhor o faz; e quem come para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e quem não come para o Senhor não come e dá graças a Deus.

7 Porque nenhum de nós vive para si mesmo, nem morre para si.

8 Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. Quer, pois, vivamos ou morramos, somos do Senhor ”.

O problema é justamente a conotação dada a essas festas e aos costumes judaicos por pessoas de movimentos judaizantes. Por exemplo, dizem que se não celebrarmos as festas estaremos sendo devedores ao Senhor e que celebrar seria repreender o “espírito de Roma” da Igreja, que o Evangelho estaria de volta a Jerusalém, etc.

Celebrar uma festa judaica na igreja como representação simbólica do período vetero-testamentário nada tem de mais, no entanto, colocar isso como obediência de mandamento é certamente abandonar a graça de Deus e voltar a Lei.

Já há gente se vestindo de pano de saco e banhando-se de cinzas para mostrar arrependimento. Em certos ambientes, para se aproximar do púlpito é preciso que os crentes tirem os calçados, pois estariam pisando em “lugar santo”. Com isso, a obra de Cristo estará sendo colocada em segundo plano, como algo incompleto e insuficiente, como fica claro em Gálatas 5.4-6 “De Cristo vos desligastes, vós que procurais justificar-vos na lei; da graça decaístes. 5 Porque nós, pelo Espírito, aguardamos a esperança da justiça que provém da fé. 6 Porque, em Cristo Jesus, nem a circuncisão, nem a incircuncisão têm valor algum, mas a fé que atua pelo amor”.

Além de tudo isso, é bom que citemos as palavras de Paulo: "..não estais debaixo da lei mas debaixo da graça." (Rm.6.14).

O Pastor Isaltino Gomes Coelho Filho escreveu o seguinte sobre a rejudaização da Igreja:

A rejudaização do evangelho tem um lado comercial e outro teológico. O comercial se vê nas propagandas para visita à "Terra Santa". O judaísmo girava ao redor de três grandes verdades: um povo, uma terra e um Deus. No cristianismo há um povo, mas não mais como etnia. A Igreja é o novo povo de Deus, herdeira e sucessora de Israel, composta de "homens de toda tribo, e língua e povo e nação" (Ap 5.9). Há também um Deus, que se revelou em Jesus Cristo, sua palavra final (Hb 1.1-2). Mas não há uma terra santa. No cristianismo não há lugares e objetos santos. O prédio onde a Igreja se reúne e que alguns chamam, na linguagem do Antigo Testamento, de "santuário", não é santuário nem morada de Deus. É salão de cultos. O Eterno não mora em prédios, mas em pessoas. Elas são o santuário (At 17.24, 1Co 3.16, 6.19 e Hb 3.6). Deus não está mais perto de alguém em Jerusalém que na floresta amazônica, nos condomínios, favelas e cortiços das grandes cidades. No cristianismo, santo não é o lugar. São as pessoas. Não é o chão. É o crente. E Deus pode ser encontrado em qualquer lugar. Não temos terra santa, e sim gente santa.

A propaganda gera uma teologia defeituosa. Pessoas vão à Israel para se batizar nas águas onde Jesus se batizou. Ora, o batismo é único, singular e sem repetição. Ele segue a conversão e mostra o engajamento da pessoa no propósito eterno de Deus. Uma pessoa que foi batizada, após conversão e profissão de fé, numa igreja bíblica, não se batiza no rio Jordão. Apenas toma um banho. E, sem o sentido filosófico do ser e do vir a ser de Heráclito, aquele não é o Jordão onde Jesus foi batizado porque as águas são outras. As moléculas de hidrogênio e oxigênio que compunham aquele Jordão podem estar hoje em alguma nuvem. Ou na bacia amazônica. Ou no mar. Até no Tietê. É mero sentimentalismo e não identificação com Jesus. É lamentável que pastores conservadores em teologia "batizem" crentes já batizados no Jordão. Isto é vulgarizar o batismo, tirando seu valor teológico.

Não sou contra turismo. Faça-o quem puder e regozije-se com a oportunidade. Sou contra o entortamento da teologia como apelo turístico. Temos visto pastores com sal do mar Morto, azeite do monte das Oliveiras (há alguma usina de beneficiamento de azeitonas lá?) e até crucifixos feitos da cruz de Jesus (pastores evangélicos, sim!). Há um fetichismo com terra santa, areia santa, água santa, sal santo, folha de oliveira santa, etc. No cristianismo as pessoas são santas, mas as coisas não. A rejudaização caminha paralelamente com a superstição e feitiçaria. É parente da paganização. Não estou tecendo uma colcha de retalhos. Tudo isto é produto de uma hermenêutica defeituosa, que não compreende as distinções entre os dois Testamentos, os critérios diferentes para interpretá-los, a pompa e liturgia do judaísmo em contraposição à desburocratização do cristianismo e que a palavra final de Deus foi dada em Jesus Cristo. É o NT que interpreta o AT e não o AT que interpreta o NT.

Um outro fator abordado pelo pastor Isaltino é a tal “restauração do sacerdócio”. O pastor visto como um intermediário da relação do homem com Deus. Sabemos que no NT o sacerdócio universal do crente fica claro, nem um filho de Deus precisa de sacerdotes humanos para ter acesso ao Pai. Temos a Cristo como o nosso Mediador:

Entretanto, a incidência do uso do termo "leigo" para os não consagrados aos ministérios é reveladora. Todos nós somos ministros, pois todos somos servos. E todos somos leigos, porque todos somos povo (é este o sentido da palavra "leigo", alguém do povo). Não temos clero nem laicato. Somos todos ministros e somos todos povo. Mas cada vez mais as bases ministeriais são buscadas no Antigo Testamento e não no Novo. Usamos os termos do Novo com a conotação do Antigo. O pastor do NT passa a ter a conotação do sacerdote do AT. É o "ungido", detentor de uma relação especial com Deus que os outros não têm. Só ele pode realizar certos atos litúrgicos, como o sacerdote do AT. Por exemplo, batismo e ceia só podem ser celebrados por ele. Assumimos isto como postura, mas não é uma exigência bíblica. Na batalha espiritual isto é mais forte. Os pastores tornam a igreja dependente deles. Só eles têm a oração poderosa, a corrente de libertação só pode ser feita por eles e na igreja, só eles quebram as maldições, etc.

O sentido teológico do sacerdote hebreu parece permear fortemente o sentido teológico do pastor neotestamentário na visão destas pessoas. Este conceito convém ao pastor que prefere ser chamado de “líder”. Ele se torna um homem acima dos outros, incontestável, líder que deve ser acatado. Tem uma autoridade espiritual que os outros não tem. O Antigo Testamento elitiza a liderança. O Novo Testamento democratiza. Para os líderes destes movimentos, o Novo Testamento, a mensagem da graça e a eclesiologia despida de objetos, palavras e gestual sagrados não são interessantes. Assim, eles se refugiam no AT. Por isso há igrejas evangélicas com castiçais de sete braços e estrelas de Davi no lugar da cruz, bandeira de Israel, guardando festas judaicas, e até incensários em seus salões de cultos. Há evangélicos que parecem frustrados por não serem judeus. A liturgia pomposa do judaísmo é mais atraente e permite mais manobra ao líder que se põe acima dos outros. Concluindo, a atração pelo poder é maio dor que o desejo de servir.


A RESPOSTA DE PAULO AOS JUDAIZANTES DA GALÁCIA:

A perniciosidade da influência judaica na Galácia estava no fato de atentar contra a essência do evangelho. Os judeus queriam acrescentar a circuncisão como condição para a salvação. Se assim fosse, o cristianismo seria apenas mais uma seita do judaísmo. Então, Paulo vem reforçar o ensino de que a salvação ocorre pela fé na suficiência da obra de Cristo. Para se conhecer a suficiência é preciso que se entenda o significado. Em sua exposição, Paulo toma Abraão como exemplo, assim como fez na epístola aos Romanos, afirmando que o patriarca foi justificado pela fé e não por obediência à lei. Tal exemplo era de grande peso para o judeu que lesse a epístola. Na seqüência, o apóstolo expõe diversos aspectos da obra de Cristo e do Espírito Santo na vida do salvo sem as imposições da lei.


COMPARAÇÃO ENTRE CARACTERÍSTICAS E EFEITOS DA LEI E DA GRAÇA

A lei mosaica se concentrava em questões visíveis, embora não fosse omissa com relação ao espiritual. Os pecados ali proibidos eram, principalmente, físicos. Assim também, a adoração era bastante prática. Seus preceitos determinavam o local, a postura, a roupa, o tempo apropriado, etc. No Novo Testamento, Jesus vem transferir a ênfase para o espiritual, embora não seja omisso em relação ao físico. Ao falar com a mulher samaritana, Jesus observa que ela estava muito preocupada com os aspectos exteriores da adoração a Deus. Isso era característica da ênfase do Velho Testamento. Jesus lhe disse: "A hora vem e agora é em que os verdadeiros adoradores adorarão ao Pai em espírito e em verdade” (João 4.23). Vemos nisso a ênfase do Novo Testamento: que é espiritual.


Contrastes entre a Lei e a Graça

LEI / MOISÉS

Mostra o pecado

Enfatiza a carne

Traz prisão e morte

Infância

Traz maldição


GRAÇA / JESUS / CRUZ

Perdoa o pecado

Enfatiza o espírito

Traz libertação e vida

Maturidade

Leva a maldição

Aponta pra Cristo

Conduz ao Pai


PRESERVAÇÃO DA LIBERDADE

Paulo admoestou os gálatas para que se lembrassem do significado da obra de Cristo, a qual teve o objetivo de libertá-los. Agora que eram livres, não deveriam voltar ao domínio da lei.

Voltar à lei é negar a graça e perder os seus efeitos, ele mostra isso enfaticamente no Capítulo 5. É renunciar aos direitos de filho e voltar a viver como servo (Sara e Hagar). É renunciar à liberdade cristã, a qual foi comprada pelo precioso sangue do nosso Senhor. A história de Israel foi uma seqüência de cativeiros e libertações. Não podemos permitir que a nossa vida seja assim.

Os judaizantes estavam querendo impor a marca da circuncisão como se esta fosse um valor cristão. Entretanto, Paulo conduz os gálatas a um exame mais profundo da questão. O sinal exterior tem valor quando corresponde à condição interior. Como disse aos Romanos, "a circuncisão é proveitosa se tu guardares a lei" (Rm 2.25). Então, o que seria evidência fiel do interior humano? As obras da carne e o fruto do espírito. São marcas do caráter e se revelam nas ações. Estas são as marcas mais importantes na vida de um ser humano. Entretanto, se os judaizantes faziam mesmo questão de marcas físicas, Paulo possuía as "marcas de Jesus", sinais de todo o seu sofrimento pela causa do Evangelho “Quanto ao mais, ninguém me moleste; porque eu trago no corpo as marcas de Jesus” (Gálatas 6.17).

O mesmo Paulo, escrevendo aos irmãos em Colossenses 2:16-17, diz: “Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados, porque tudo isso tem sido sombra das coisas que haviam de vir; porém o corpo é de Cristo”.

Cristo é a Luz do mundo, quem está em Cristo não anda em trevas. Por que então voltarmos às sombras? É isso que Paulo deixou claro. Portanto, fica evidente o quanto é descabida a idéia de introduzir costumes dos judeus nas atividades cristãs como cumprimento de mandamento, promessas de nova unção e coisas desse tipo.

Deus estabeleceu uma Nova Aliança em Cristo, pois na primeira os homens se apegaram muito mais aos rituais e aos símbolos do que ao significado dos mesmos. Passaram a viver uma religiosidade vazia e já no período do Antigo Testamento, o Senhor mostrava a sua tristeza com relação a isso: Isaías 1:13-14 “Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim abominação, e também as Festas da Lua Nova, os sábados, e a convocação das congregações; não posso suportar iniqüidade associada ao ajuntamento solene. As vossas Festas da Lua Nova e as vossas solenidades, a minha alma as aborrece; já me são pesadas; estou cansado de as sofrer”.

Usam mal Mateus 5:17, em que Jesus diz: “Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir”.

A palavra cumprir utilizada aqui vem do grego plérõsai, que significa “encher”, “completar”. Jesus não veio revogar ou destruir nenhuma palavra que Deus ensinara aos fiéis do passado no AT. Veio cumprir plenamente o propósito de Deus revelado no AT dando à Lei e aos Profetas aquilo que faltava: o Espírito Santo para interpretá-lo e o poder para pô-lo em prática, pela sua obra salvadora.

Cristo representa o fim do legalismo de se tentar cumprir a Lei, como está escrito em Romanos 10:3-4 “Porquanto, desconhecendo a justiça de Deus e procurando estabelecer a sua própria, não se sujeitaram à que vem de Deus. Porque o fim da lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê”.

Cristo tirou o véu que encobria a Antiga Aliança. Ele revelou o “espírito” da Lei tornando-se carne. Cumpriu fielmente todas as ordenanças impostas pela Lei, dando a verdadeira interpretação a elas.

Ainda que Lei ordenasse o apedrejamento de adúlteras, Cristo perdoou uma mulher apanhada em adultério. Ainda que a Lei designasse o afastamento dos considerados “puros’ dos leprosos, Cristo se aproximada deles, os tocava e os curava”.

Cristo trouxe luz sobre o que eram sombras. Por que, então, voltar à escuridão do legalismo judaico?

Paulo resume esse comportamento da seguinte forma: “Mas os sentidos deles se embotaram. Pois até ao dia de hoje, quando fazem a leitura da antiga aliança, o mesmo véu permanece, não lhes sendo revelado que, em Cristo, é removido”. (2 Coríntios 3:14 ).

Com auxílio de textos do Pastor Isaltino Gomes Coelho Filho, Anísio Renato de Andrade e Natanael Rinaldi e site dos judeus messiânicos.


Clériston Andrade

Juazeiro-Ba

Com permissão do CACP
Este artigo foi avaliado pelo CACP e aprovado para publicação.
CACP: http://www.cacp.org.br

Crentes verdadeiros, cada vez mais raros.

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Já estou há 37 anos nesse caminho, portanto me sinto com alguma autoridade para discorrer sobre o seguinte tema: “os crentes verdadeiros desapareceram”? Já se foram os tempos que em que os empresários, donas de casa contratavam preferencialmente pessoas “crentes” pela sua idoneidade moral e seriedade no trabalho. Os crentes eram disputados pelos empregadores. Hoje são evitados. E por quê? Tentarei explicar com base na minha vivência em algumas décadas de igreja, e em meus 39 anos de trabalho, sendo 10 no serviço público, comparando os velhos tempos com o atual, e tentarei equacionar sobre o que aconteceu com aqueles crentes verdadeiros.

Quando uma pessoa vinha ao cristianismo, a porta de entrada era o arrependimento dos pecados e o batismo nas águas. As pessoas saiam das águas chorando pela presença do Espírito Santo e muitas delas eram batizadas com o dom de línguas estranhas assim que entravam. O poder do Espírito Santo era real e convincente. Havia uma convicção de pecado e a necessidade de perdão era tão real, que as pessoas choravam convulsivamente nas reuniões de oração, pedindo a Deus pelo perdão dos pecados e pelo batismo com o Espírito Santo. A leitura da Palavra era feita exclusivamente na Bíblia Sagrada. Os únicos livros paralelos que existiam eram tratados teológicos sobre algum livro da Bíblia, e livros de avivamento de pregadores seculares como Wesley, Spurgeon, e outros. O concursos bíblicos eram muito disputados. Era muito comum se perguntar na igreja “quem já leu a Bíblia de capa a capa?” Muitos levantavam a mão e muitos já haviam lido mais de uma vez. Era a única regra de fé dos crentes.

Nos tempos atuais, as pessoas vêm à frente como se estivessem fazendo um favor a Deus ou ao pastor, batizam-se nas águas e muitos saem rindo da piscina, como se fosse algo engraçado. Não lêem a Bíblia, exceto nos cultos quando há projeção no telão. Muitas igrejas nem incentivam as pessoas a levarem a Bíblia. Dizem que "a Bíblia não é desodorante para andar debaixo do braço". Essa afirmação foi de um pastor amigo meu da IURD. Claro que discordei dele.

Nos tempos antigos, os louvores eram chamados de hinos e corinhos. Os hinos cantados da Harpa Cristã, na maioria deles, evocavam o céu. A alma dos crentes era uma e se uniam em torno da esperança de estar na presença de Deus. Não se valorizava a vida terrena. Os corinhos eram cantados batendo-se palmas e eram acompanhados apenas com um piano, um violão ou um órgão. Sentíamos a presença do Espírito Santo se manifestando em nossas carnes, aquecendo a nossa alma.

A adoração na igreja hoje está muito escassa. Geralmente o que se vê é uma apresentação musical com luzes coloridas, fumaça, pessoas bem produzidas como artistas de Hollywood e onde se valoriza mais a técnica, a performance. Sei que isso é importante, porque eu também sou músico, mas Deus não valoriza esse aspecto tanto quanto o estado espiritual dos adoradores. As pessoas vêm para cantar e não para adorar. A diferença está no alvo. O cântico visa agradar as pessoas e garantir os aplausos. Há uma disputa ferrenha entre os cantores pelos holofotes. É só ver na televisão as roupas, as pinturas, a produção que visa tão somente exaltar o homem. Os músicos e cantores não se preparam em oração para adorar o Senhor. Vêm direto do campo de futebol ou do passeio no Shopping para o púlpito. Muitos têm uma vida promíscua, dão-se em casamento, cometem fornicação, alguns são satanistas, outros se declaram anti-teístas e muitos praticam o homossexualismo em oculto. Sobem no púlpito sem nenhum temor para executar um show musical que para o Senhor é de nenhum valor.

Talvez você esteja se perguntando se é possível uma pessoa em pecado cantar e até abençoar a igreja com o seu cântico. Vou contar uma história real. Perdi um amigo há 10 anos contaminado pelo vírus HIV. Ele era homossexual e era cantor gospel com vários discos gravados. Morava sempre com homens e cantava nos inferninhos da rua Major Sertório quando saia da igreja. Vi-o secar no hospital Emílio Ribas até ficar parecido com um esqueleto até morrer. Creio que sua alma foi salva, porque se arrependeu e oramos muito por ele. Mas o caso é que ele cantava nas igrejas, em muitos casamentos, era muito requisitado. E ninguém sabia da sua história. Mas Deus sabia. Um dia a vida dele foi revelada quando ele cantava na Igreja Batista da Lapa. Um amigo dele, da Rua Major Sertório estava lá naquele culto e o reconheceu enquanto ele entoava um hino. Esse amigo procurou-nos e revelou o segredo. Ele cantava nas igrejas por mais de 20 anos sem ser descoberto. Mas um dia tudo veio abaixo. E isso continua acontecendo nas igrejas evangélicas, principalmente nas grandes e famosas com os cultos televisionados.

Naqueles tempos antigos, dizer “eu sou crente” era motivo de zombaria. Era preciso ter coragem para divulgar isso na empresa. Lembro-me das gozações. Chamavam-nos de irmãos, às vezes alguém mostrava uma foto pornográfica numa revista, pois sabiam que o crente não bebia, não fumava e não fazia sexo fora do casamento. O crente desviava o olhar e ia orar ao Senhor. Os crentes eram funcionários exemplares. Chegavam na hora certa e saiam no horário, não faziam corpo mole, trabalhavam muito e eram motivo de orgulho para os empresários.

Hoje os crentes navegam na internet por sites pornográficos, escrevem bobagens no orkut, compram CDs piratas de cantores evangélicos! imaginem se isso pode ser possível. Crentes ladrões, sim, roubam horas das empresas. Tenho flagrado na Prefeitura do Município de São Paulo, onde trabalho, os seguintes flagrantes dos crentes:

· Lendo a Bíblia no computador ou mesmo a Bíblia Impressa com a maior “cara de pau”

· Ouvindo pregações no rádio

· Lendo mensagens no computador daquelas do tipo “repasse aos seus amigos”.

· Lendo e enviando e-mails particulares.

· Navegando na Internet, no Orkut, no Youtube e visitanto sites impróprios

· Fazendo hora

· Evangelizando durante o horário de trabalho

· Conversando com os colegas sobre futilidades

· Demoram em executar o trabalho (baixa produtividade)

· Chegam atrasados e saem mais cedo

· Reclamam de tudo e de todos. Tudo é motivo para reclamação.

O namoro de um crente nos tempos antigos visava o casamento. Ninguém namorava para passar o tempo, ficar beijando a moça, ou “ficando”, não. O casamento era feito com a intenção de ser único. Sexo somente após o casamento no altar e no civil.

Hoje é muito comum casar com a noiva grávida. Eu já vivenciei várias situações como essas. E o que fazer? Tem-se que casar e pronto. Não dá para retornar o tempo e consertar. Que pena. A lua-de-mel não existe mais. Achar uma moça ou moço virgem é procurar agulha num palheiro. Casal exemplar foi o Kaká, jogador famoso, que se declarou virgem juntamente com sua noiva. Esse é o casamento que agrada a Deus.

Há crentes que são verdadeiros destruidores de vidas. Por onde passam, deixam um rastro de destruição. Falam ao coração da moça, despertam nela todo um sentimento, usam-na e depois a descartam. A Ivone (nome fictício de uma moça que conheço), aos 25 anos de idade desmanchou um noivado que durou 5 anos. Naqueles dias conheceu um homem, o seu chefe de uma grande empresa, que lhe dava flores. Se encantou com ele, que era inclusive casado e não tinha intenções sérias com a Ivone. Essa moça se entregou a ele que a usou por 35 anos. Hoje Ivone está com 60 anos, sem família, com todos os seus sonhos sepultados. Na verdade aquele homem a sepultou.

O Carlos (nome fictício de um crente moderno da PIEC), já dilacerou e sepultou a vida e coração de pelo menos 3 mulheres. Já está na quarta. Vai passando e destruindo as pessoas.

Se você está namorando alguém só para passar o tempo, arrependa-se desse pecado. Não permita que essa pessoa seja mais uma vítima em suas mãos, tais como os casos relatados acima. Você prestará contas diante de Deus, lembre-se, você não escapará, meu amigo ou minha amiga. Vou repetir as palavras do pastor Ricardo Gondim em uma de suas pregações: “Todo pecado por mais escondido que seja, é um escândalo aberto nos céus”. Lembre-se disso.

Antigamente os crentes eram fiéis à sua igreja. Visitávamos várias igrejas aos sábados com a mocidade, mas nunca com a intenção de deixar a nossa igreja. Após o culto íamos em alguma pizzaria para comemorar. Domingo estávamos todos lá em nossa igreja.

Hoje, os crentes não têm fidelidade. Trocam de igreja como trocam de roupa. Não ligam a mínima para a Palavra que nos diz para não deixarmos a nossa congregação. Heb. 10:25.

Finalmente, os crentes antigos recebiam os novos membros com muito amor. Não havia disputas. Não havia concorrência. Os crentes se beijavam com ósculo santo. Havia acolhimento verdadeiro. Muita alegria.

Acolhimento? O que aconteceu com o acolhimento? Um novo membro é visto como um potencial concorrente, alguém que vai tirar o meu lugar. Aqui no Cambuci temos uma igreja em que um pastor mandou embora um casal de pastores para que não houvesse concorrência com a presidência. Hoje ele está só como pastor e tem apenas presbíteros e diáconos.

Graças a Deus em nossa igreja temos vários pastores e continuamos ordenando, dando oportunidades para todos pregarem e se desenvolverem. O resultado tem sido muito positivo para o evangelho.

Antigamente achar um falso crente era uma exceção. Hoje, é regra geral. Achar um crente verdadeiro, com os frutos do espírito, com o coração cheio de amor, que deve ser a característica principal de quem teve um verdadeiro encontro com Deus, está cada vez mais difícil.

João 13:34 Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. 35 Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.

A Vida é uma Maratona

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A maratona é a mais longa, desgastante e uma das mais difíceis e emocionantes provas do atletismo olímpico. Ela é disputada na distância de 42,195 km desde 1908.
A origem da Maratona é cercada de lendas. Conta-nos uma história que no ano de 490a.C. quando os soldados atenienses partiram para a planície de Marathónas para combater os persas na Primeira Guerra Médica, suas mulheres ficaram ansiosas pelo resultado porque os inimigos havia jurado que, depois da batalha, marchariam sobre Atenas, violariam suas mulheres e sacrificariam seus filhos.

Ao saberem dessa ameaça, os gregos deram ordem a suas esposas para matarem seus filhos e, em seguida, suicidarem-se, caso não recebessem a notícia da sua vitória em 24 horas.

Os gregos ganharam a batalha, mas a luta levou mais tempo do que se havia previsto, de modo que eles temeram que as mulheres executassem o plano. Para evitar isso, o general grego Milcíades ordenou a seu melhor corredor, o soldado e atleta Filípides, que corresse até Atenas, situada a cerca de 42 km dali, para levar a notícia. Filípides correu essa distância tão rapidamente quanto pôde e, ao chegar, conseguiu dizer apenas a palavra "VENCEMOS", e caiu morto pelo esforço.

Interessei-me por Maratona quando soube que o pastor Ricardo Gondim da Igreja Assembléia de Deus Betesda, ao qual tributo grande honra pela sua simplicidade como pessoa humana e sabedoria divina nos seus sermões, correu 5 maratonas de 42 km. E olha que ele já passou dos 50 anos de idade, como eu.

Então tomei algumas decisões importantes na minha vida relacionadas à minha saúde física. Abandonei minha vida sedentária, mudei meus hábitos alimentares, abri um espaço na minha agenda e fui correr.

No início conseguia correr no máximo 100 metros e parava ofegante. Andava um pouco, corria mais um pouco, parecia que o coração ia sair pela boca. Os pulmões puxavam o ar desesperadamente. Consegui fazer assim um percurso de 4 km com muita dificuldade.
Não desisti. Continuei assim mesmo, sete dias por semana, correndo/andando os mesmos quatro quilômetros. Hoje, após 90 dias, já corro os quatro km quase continuamente. Ainda paro na metade de uma subida íngreme. Mas já consegui vencê-la duas vezes sem parar. Comemorei. Mais alguns dias e já estarei fazendo todo o percurso de 4 km correndo. Depois irei aumentando a distância até chegar aos 10 km, o que me deixa preparado para correr em mini-maratonas, que é a minha meta.

Toda grande caminhada começa com o primeiro passo; um dia dei minhas primeiras passadas e já estou aqui correndo quatro quilômetros.

Vivenciei de forma prática que o nosso corpo não aceita desafios que o coloquem em posição de desconforto. Os músculos das pernas doem assim como os dos pulmões. O que o corpo quer mesmo é descanso, rede, cama, espreguiçadeira. Nada de esforço. Se não lutarmos contra essa tendência, somos vencidos. Os problemas de saúde virão e a qualidade de vida será baixa, com colesterol alto, artrose, pressão alta, diabetes, morbidez e grande risco de infarto ou aneurisma cerebral.

Há na Bíblia um versículo desafiador na Bíblia que diz que “Sem santificação, ninguém verá o Senhor.” Hebreus 12:14. Se essa é a condição para eu vê-LO, entrar no Reino dos Céus, então todo o meu esforço nesta terra, todo meu empreendimento deverá ser convergido para alcançar essa condição, caso contrário, toda a minha vida terá sido em vão. De que adianta ter vivido aqui uma vida nababescamente, em meio a carrões, mansões e dinheiro, se ao final dela não conseguir atingir o alvo da minha suprema vocação, que é a nossa salvação em Cristo?
Cumprir-se-á em nossa vida o alerta de Jesus: Ganhamos o mundo inteiro e perdemos a nossa alma para sempre. Por um período tão curto, 60, 70, 80 anos? O que é isso comparado à Vida Eterna? Nada.

A gente sabe que o assunto santificação não é popular. Incomoda. Se alguém prega sobre isso, as pessoas mexem-se nas cadeiras. As mentes carnais não gostam porque estão satisfeitas com o seu modo de vida em pecados que os levarão para os abismos eternos de perdição. Esse tipo de mensagem não atrai multidões.

Fico imaginando se uma equipe médica tomasse a decisão de sempre dizer aos seus pacientes palavras boas. “Não importa a doença que esteja alojada nos corpos de nossos pacientes, sempre diremos que tudo está bem, que não precisam se preocupar. Assim eles sempre ficarão felizes.”. Ao final, tudo acabará bem: num caixão.

Não é isso que temos presenciado e vivenciado na maioria dos púlpitos das igrejas, principalmente as grandes e abarrotadas de gentes? O que faz essas igrejas crescerem? Palavras de santificação? Com certeza não. Esse tipo de mensagem não atrai. Na certa o foco é prosperidade financeira, a tal teologia da prosperidade.

O resultado desse tipo de mensagem é produzir cada vez mais pessoas magoadas com a igreja, com o pastor e o que é pior, com Deus. Pessoas desiludidas com o evangelho. Magoadas com um “Deus que não me ama”, que “não me dá o que eu lhe peço”, porque essas pessoas estão desempregadas, com dívidas acumuladas desesperadas e escravas das inúmeras campanhas de prosperidade, como um viciado em jogos de loteria, na esperança de serem “sorteados” por Deus.
Crentes desanimados, não lêem mais a Bíblia, não oram, estão em estado de letargia espiritual com cara de enjôo. Você já viu esta cena, com certeza. Talvez você seja um deles, admita. Crentes vêem à igreja arrastados, ficam bocejando no culto, conversando, vão ao banheiro no meio da pregação, não participam do louvor, da oração, de nada.

Quando o culto acaba, correm para a porta de entrada como ratos fugindo para não serem apanhados pela multidão em pânico querendo sair para irem embora para suas casas. Você está rindo? Não é que isso acontece assim mesmo? Estão enfastiados de igreja, como o povo de Israel com o maná, o qual eles chamaram de “pão vil”. Cadê a comunhão com os irmãos, como vou levar as cargas uns dos outros se eu nem ao menos me dou a chance de conhecer os que me rodeiam todos os finais de semana?

Mas isso é apenas diagnosticar a doença e não tratá-la. Foi o que fiz. Reconhecendo que isso é verdade e pode ser o seu diagnóstico, então o que você deve então fazer para mudar radicalmente esse estado de morte em sua vida?

A primeira decisão que você deve tomar é querer mudar, sair desse estado. E é aí que o “bicho pega”. A maioria das pessoas vai ler esta reflexão e não tomarão decisão alguma. Falo sério. A cada 200 pessoas que se prega o evangelho, uma segue o caminho como discípulo fiel até o fim. As demais desistem no curso do caminho. Não seja você essa pessoa. Se você se enquadra em tudo isso que foi escrito até aqui, dê os seguintes passos em direção a uma mudança radical já.

Há uma fábula chamada de “O Sapo de Einstein”, que diz que se você pegar um sapo e pô-lo numa panela com água fria e aquecê-la gradativamente, o sapo morre, porque vai se adaptando ao calor crescente sem perceber que isso o levará à morte. Se, porém o sapo for jogado numa panela com água quente, ele pula para fora.

Isso nos ensina que se quisermos mudar, temos que nos dar um tratamento de choque. Passos que podem levá-lo à mudança, se você quiser mudar:
1. Decida-se já a querer mudar agora.
2. Hoje mesmo você vai separar um momento devocional de leitura da Bíblia e em seguida um momento devocional de oração. Comece com 10 minutos de leitura e 10 minutos de oração. O seu corpo vai reclamar.
3. Você tem que dar um tratamento de choque em seu estado de desânimo. Lembre-se da maratona. Os primeiros passos são cansativos. O corpo não quer correr, quer descansar. Assim também você poderá se sentir ao princípio, mas não desista, porque os seus músculos espirituais vão começar a se fortalecer.
4. Na semana seguinte, procure aumentar o tempo para 15 minutos de leitura devocional e 15 minutos de oração.
5. Com o tempo você vai cada vez mais se sentindo fortalecido espiritualmente. Seu linguajar vai mudar, seu amor pelas pessoas vai crescer. Sua depressão vai desaparecer, suas feições vão mudar. É o Espírito Santo mudando o seu interior.
6. Tentações virão. O inimigo de nossas almas não descansa. Haverá dias em que você não vai querer nem orar e nem se dedicar à Palavra. Vai querer jogar tudo para cima. Mas, atenção a esse momento crítico. Não aceite, não desista. Diga não a essa tentação e continue.
7. Após seis meses, seu espírito sentirá falta da Palavra e da Oração diária, você não verá a hora de se encontrar com Deus no seu quarto, a Palavra lhe causará imenso prazer e o mais importante, o seu processo de santificação estará em curso. Você está a caminho da estatura de Cristo, que é o nosso alvo, dito por Paulo aos Filipenses.
8. Você está salvo. Ufa! Valeu a pena. Você verá o Senhor no último Dia.

A vida é muito breve, meu irmão. Não vale a pena ganhar o mundo inteiro e depois perder a alma. Não é?

Nos apelos, cantávamos muito esse hino da Harpa Cristã. Que linda letra.

Ao findar o labor desta vida,
Quando a morte ao teu lado chegar,
Que destino ha de ter tua alma?
Qual sera no futuro teu lar?

Meu amigo hoje tu tens a escolha:
Vida ou morte, qual vais aceitar?
Amanhã pode ser muito tarde,
Hoje Cristo te quer libertar.

Tu procuras a paz neste mundo.
Em prazeres que passam e vão.
Mas na última hora da vida,
Ele já não te satisfarão.

Se decides deixar teus pecados,
E entregar tua vida a Jesus,
Trilharas sim, na última hora,
Um caminho brilhante de luz

Meu amigo hoje tu tens a escolha:
Vida ou morte, qual vais aceitar?
Amanhã pode ser muito tarde,
Hoje Cristo te quer libertar.

Judaísmo x Cristianismo

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“Quem está debaixo da lei de Moisés, está debaixo de maldição”. Essa afirmação pode assustar muitos leitores, mas quem disse isso, foi nada menos do que o apóstolo Paulo, que era judeu de berço, guardador exemplar da lei. Leia o que ele diz:

Todos aqueles, pois, que são das obras da lei estão debaixo da maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las. Gálatas 3:10

Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro; Gálatas 3:13

Esses dois versículos são suficientes para embasar a afirmação inicial de que quem guarda a lei de Moisés está debaixo daquela maldição. Um sistema legalista intricado de leis e regras que ninguém conseguiu guardar, exceto o Senhor Jesus Cristo.

A formação da Igreja de Cristo não se deu se forma tranquila. Foi um caminho de pedras e obstáculos que tiveram que ser transpostos, não sem muita batalha, pelos primeiros mensageiros da Palavra.

Na igreja da Galácia, havia um grupo de mestres judaicos que estavam impondo aos novos convertidos a necessidade de circuncisão e a guarda da lei de Moisés como requisito necessário à salvação em Cristo. Paulo refuta esse argumento dizendo que a circuncisão do velho concerto nada tem a ver com a operação da graça de Deus em Cristo para a salvação sob o novo concerto e que o crente recebe o Espírito Santo e com Ele a nova vida espiritual por meio da fé em Jesus Cristo.

Cristo cumpriu totalmente a lei, o que foi impossível para qualquer judeu, para que todos nós não tivéssemos mais que cumpri-la. Cristo é o cumprimento da lei, de sorte que os que são dEle automaticamente cumpriram Lei de Moisés.

Então por que vemos em algumas igrejas símbolos do judaísmo estampados como castiçal, arca da aliança e a estrela de Davi? E a exigência da guarda do sábado? O que isso tem a ver com o Evangelho de Cristo? A resposta é NADA. É o judaísmo se infiltrando em algumas igrejas incautas. Devagar essa coisa vai tomando o seu lugar até que um dia a confusão esteja instalada.

Os cumprimentos do tipo a paz do Senhor Jesus Cristo, cedem lugar a Shalon Adonai. Guardam o sábado o qual o chamam pelo nome hebraico transliterado Shabat. Chamam o Reino de Cristo de Reino de Yeshua.

Ainda há a questão da pronúncia de nomes de Deus e de Jesus. Algumas igrejas em vez de pronunciarem o nome Jesus Cristo em português, que é a tradução da palavra Yeshua em Hebraico para o grego Iesous (Lingua em que foi escrito o Novo Testamento), preferem dizê-lo na transliteração do hebraico Yeshua Ha'Mashiach, ou Yaohushua, como defende o site WWW.antares.com.br através da tradução original do hebraico,.
Já o nome de Deus, pronunciam Adonay, por não se saber pronunciar YHVH em hebraico, pelo fato da pronúncia ter-se perdido no tempo.

O novo testamento foi escrito em grego, e não hebraico. O nome "Jesus" é resultado da transliteração pura e simples do original grego Iesous (pronuncia-se Iesus).

É interessante observar que Jesus ao ensinar a orar, na famosa oração do Pai Nosso, que é um modelo de oração para não ser repetido, institui um novo modelo de relacionamento do povo da nova aliança com Deus numa relação de paternidade. Nossa oração é dirigida ao Pai Celestial. Está corretíssima a forma de orar dirigindo-se a Deus dizendo nas primeiras palavras “Pai Celestial, eu venho a ti...”.

Jesus institui uma forma global de comunicação com Deus, já que cada ser humano possui um pai na terra, fica fácil cada pessoa falar em sua língua a palavra PAI, em vez de ter que aprender a pronunciar o tetragrama hebraico que ninguém sabe pelas ausências das vogais no alfabeto hebraico.

Fico imaginando um pastor subir uma favela com gente predominantemente analfabeta, ensinando as pessoas a pronunciarem Yeshua Há’Mashiac, Yaohushua, Yaohuh, se não sabem falar nem o português direito.

Agora eu já vi um monte de pessoas ouvirem a mensagem do evangelho de um pregador e na hora do apelo “quem quer receber a Cristo como Senhor e Salvador?” Várias pessoas virem à frente e receberem a oração de libertação.

Finalmente, para atestar que o nome Jesus é reconhecido no mundo espiritual, afirmo que os demônios se manifestam e gritam quando se pronuncia o nome de Jesus. “Saia do corpo dele(a) agora, em nome de Jesus”! E o demônio gritar por causa desse nome. Não me arrisco a dizer para um demônio: saia em nome de Yeshua Há’Mashiac ou em nome de Yaohushua. Jesus, esse nome tem poder. É o nome que os demônios reconhecem e estremecem. Fico com esse nome. E você?

Querido leitor. Se você freqüenta uma igreja que mistura cristianismo com judaísmo, saiba que é a mesma coisa que tentar colocar vinho novo em odre velho. Vai arrebentar o odre. Essa igreja não está seguindo o evangelho de Cristo segundo o apóstolo Paulo, sejamos honestos. Procure uma igreja que pregue o evangelho de Jesus Cristo sem essas invencionices. Não te acrescenta nada.

Profecia ou Profetada?

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PROFETADAS
Outro dia, um irmão de nossa igreja comentou a mim que encontrou um amigo de uma denominação cujas iniciais são IURD e da qual ele também fez parte, se o pastor já pregou uma mensagem que falasse sobre santificação. A resposta foi pontual: “Não. Lá o pastor só prega o que a gente gosta de ouvir”. Não condeno o amigo que emitiu essa resposta. Condeno a resposta. Porque em sua ingenuidade, falou daquilo que estava esboçado em seu coração talvez durante anos. Aquele era o seu mundo, a sua verdade: “na igreja a gente tem que ouvir só coisas que gostamos”.

Comparo essa resposta à de um médico que diz à sua equipe: “só falaremos coisas boas aos nossos pacientes. Não importa que eles estejam com câncer terminal, ou vítima do vírus HIV. Sempre falaremos a eles que tudo está bem.”

Houve um profeta nos tempos do rei Acabe. Ele chamava-se Micaías e era rotulado pelo próprio rei como alguém que só falava mal dele. Dizia assim Acabe: “há um homem por quem podemos consultar ao SENHOR; porém eu o odeio, porque nunca profetiza de mim o que é bom, mas só o mal; este é Micaías, filho de Inlá.” I Reis 22:8

Gostamos de ouvir coisas boas a nosso respeito. As verdades muitas vezes doem. Mas, como o doente vai se tratar se sempre ouve do médico que tudo está bem?

Sempre que Deus enviou seus profetas para falarem com o seu povo Israel, era sempre para trazer juízo, conclamar o povo ao arrependimento, mostrar que estava irado com a idolatria crescente no meio de Israel. O que Deus queria não era castigar, mas esperava que o povo se arrependesse para que Ele trouxesse bênção sobre os seus filhos.

Os púlpitos de hoje carecem de mensagens que denunciam o pecado, que conclamem as pessoas ao arrependimento para que sejam reconciliadas com Deus e recebam o selo do Espírito Santo que as prepararão para o arrebatamento da igreja, que é a grande esperança da Igreja de Cristo, tanto que os primeiros cristãos diziam em aramaico “Maranata”, que significa “Meu Senhor, Venha!”. Era um clamor da alma pelo retorno de Cristo.

Hoje os crentes amam esse mundo como nunca na história da igreja. Se falarmos de Arrebatamento da Igreja, não há gritos de “Amém, Aleluias, Glórias a Deus, Maranata”, mas geralmente um silêncio. Parece-me que as pessoas oram silenciosamente: “agora não, Senhor. Espere mais um pouco. Tenho que me casar, montar minha empresa, me formar na faculdade, comprar meu barco...”.

Vejam o que disse o apóstolo João, isto é sério: “ Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. I João 2:15”. Se você ama a Deus, não deveria amar esse mundo. Esses amores são antagônicos.

Conheço crentes que são dirigidos por profecias. Basta ter um problema, pegam no telefone e ligam para o irmão Adriano ou irmã Maria ou qualquer um que esteja “conectado” com os céus. Fico pasmo de ver pessoas que falam abertamente: “Deus me falou, Deus me mostrou.” Parece que há um canal aberto direto com essa pessoa a Deus. Às vezes ouço no rádio: "Deus está me mostrando que há uma irmã que está passando por um grande problema". E quem não está?

Outro dia na igreja o reverendo Roque, meu amigo, estava pregando sobre a voz de Deus e perguntou aos irmãos: “Alguém já ouviu a voz de Deus?” Alguém na platéia disse: “eu já ouvi”. Era alguém do tipo “conectado”. A Pergunta continuou: “e como é que é a voz de Deus?” A resposta veio: “é grossa”. O reverendo Roque respondeu: “É uma voz mansa e delicada”, texto tirado do livro de I Reis 19:12, quando Deus falou com Elias. Ela ouve a "voz grossa", mas Elias ouve-a "mansa e delicada". Que voz é essa?

Quem nunca ouviu um desses “profetas” dizer: “vejo uma serpente enrolada em seu pescoço”, ou “Deus me revelou que há um demônio dentro da sua casa” ou “Estou vendo uma nuvem negra se aproximando de você”. “Deus me revelou que você tem maldição hereditária da sua bisavó”. Não se podem temer pessoas assim. São verdadeiros promovedores do terror “profético”, que alguns chamam de “profetada” e que se espalham por todas as igrejas pentecostais ou não.


Fico pasmo de ver quantos crentes estão em laço de dependência com esses "profetas", como uma pessoa viciada em drogas. Não conseguem se libertar nunca.

Nossa igreja prima pela pregação da Palavra de Deus. Nosso único livro e regra de fé é a Bíblia. Não que não leiamos outros livros, mas são todos de autores humanos sujeitos a erros e não aconselhamos a leitura exceto alguns autores. Se quiser ler mais sobre o assunto, consulte no meu blogger “Quebra de Maldições Hereditárias x Bíblia”.

Vou contar um caso muito sério que aconteceu com uma igreja antiga aqui do Cambuci. Me converti ao evangelho nessa igreja em abril de 1972. O seu nome é Primeira Igreja Evangélica do Cambuci. No ano de 1995, no dia 07 de setembro, houve uma assembléia geral onde um pastor de Maringá, do município do Paraná chamado Cylas Kauffmann se apresentou com uma revelação de que a igreja deveria ser passada para ele. Na revelação havia um peixe que falava e também uma visão de uma árvore que simbolizava o Ministério Nova Unção, fundado por ele, e que quem não estivesse debaixo dessa árvore iria secar. Essa “profetada” induziu o povo a acatar a “voz de Deus” e aceitar a transferência da igreja para aquele ministério. O “profeta” então proclamou: “se esta igreja não for um sucesso total daqui a dois anos, São Paulo não mais irá ouvir falar de Cylas Kauffmann, gabou-se”. Todos se levantaram e votaram a favor dessa mudança, exceto alguns, inclusive eu. Como éramos a minoria, perdemos. Nos anos em que se seguiram, esse pastor abandonou a igreja após dois anos de insucesso no ministério. A igreja estava com poucas pessoas. Muitos se desanimaram e foram embora. O pastor originário saiu com toda a sua família e a igreja ficou entregue ao seu genro que também saiu, passando a igreja para outro pastor.

Viram só o que as falsas profecias produzem? Divisão, desespero, desunião e destruição de igrejas. A verdadeira profecia sai do púlpito pela palavra pregada. Essa sim é a profecia real, viva que nunca falha.

Da próxima vez que alguém se aproximar de você e quiser orar dizendo que teve uma revelação, fuja o mais rápido que puder. Há grandes chances de não ser de Deus. Corra para a Palavra e lá você encontrará segurança e consolo para todas as situações da sua vida.

Livros de Batalha Espiritual e a Bíblia

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Têm surgido aos montões, como pragas. Logo ficam no topo das vendas. Livros e mais livros de autores que se declaram conhecedores profundos do mundo espiritual, afirmando coisas que a Bíblia não afirma, dando nomes a demônios que as Escrituras não mencionam e amedrontando uma parcela significativa dos crentes claramente desconhecedores da Palavra de Deus.

As livrarias estão cheias deles. Penso que o único critério de seleção seja que o livro garanta um bom retorno financeiro para a Editora e o distribuidor.
Nesse cenário fértil, surgem escritores que se auto-intitulam especialistas na área de libertação, de demonismo e afirmam absurdos teológicos que se tornam verdades para os ignorantes da Palavra de Deus.

Estive aconselhando uma senhora casada, mãe de três filhos, e que por causa dos problemas que enfrenta na vida, acredita que seja tudo por causa de maldições que existem sobre a vida dela. Confessou-me precisar de uma pessoa que faça oração para que seja liberta das maldições. Crente, batizada há 10 anos, não conhece as Escrituras nem as promessas de Deus sobre sua vida. É mais uma vítima do desconhecimento das Escrituras, conforme disse Jesus “vocês erram porque desconhecem as Escrituras e o poder de Deus”.

Palavras que nos dão segurança nesse assunto:
“Cristo nos resgatou da maldição da lei, porquanto está escrito, maldito todo aquele que for pendurado no madeiro”. Gálatas 3:13.
“Nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito”. Rom. 8:1
“Se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas velhas já passaram e eis que tudo se fez novo.” II Cor. 5:17

Não há maldição para aqueles que são de Cristo. A Bíblia é a autoridade final sobre esse assunto, mas os autores desses livros arrogantemente a desautorizam, afirmando declarações contrárias a estas.

Proliferam livros especialistas em batalha espiritual, possessão demoníaca, cura interior e quebra de maldições hereditárias, que têm vendido muito e feito os seus autores milionários.

Milhões de crentes estão lendo esses livros e ficando com suas mentes confusas, não sabendo mais discernir entre o que é de Deus e o diabo. Não conhecem os versículos básicos de salvação nem onde estão.

Ultimamente livros de ex-satanistas estão sendo escritos para ensinar aos crentes sobre o mundo espiritual dos demônios. Li recentemente um livro de cura interior de uma grande igreja que não vou mencionar o nome por questões éticas, que menciona nomes de demônios fictícios. A Bíblia nunca mencionou aqueles nomes. Lida com pontos chacras, unção de umbigo, e outras práticas completamente estranhas ao evangelho. E isso passa a ser a verdade absoluta sobre as questões de como lidar com o mundo espiritual dos demônios.

Muitos, após lerem esses livros, não conseguem dormir à noite, acordam de madrugada com medo, e basta a cortina da janela balançar ou ouvir algum barulho lá fora e pronto. A confusão está estabelecida. Acende-se a luz. O demônio está presente.
Qualquer livro que impõe medo às pessoas que o lêem, é de origem satânica.

Aliás, anda-se enfatizando muito o demônio. Os livros têm falado do mal mais do que de Deus. A palavra nos diz no salmo 91 que nenhum mal nos sucederá nem praga alguma chegará à nossa casa. Mas os neopentecostais preferem ficar com as fantasias dos livros e muitos deles estão desenvolvendo problemas mentais que precisam ser tratados antes que se transforme numa síndrome e acabe em suicídio.

Em 1972, ano da minha conversão, o único Livro que líamos era a Bíblia Sagrada. Mergulhei meu coração na leitura daquelas sagradas páginas que foram suficientes para me instruírem e me prepararem para o ministério. Só fiz teologia muitos anos depois, por causa do chamado pastoral. Mas aquelas Escrituras foram toda a base da minha fé. Nunca tive medo de nada. Os demônios muitas vezes gritavam ao apregoarmos a Palavra de Deus e os expulsávamos numa só palavra: saia daí já, em Nome de Jesus. E ele saia imediatamente e a pessoa era liberta.

Quando as pessoas se convertiam, levavam os seus livros de mágicas e de bruxarias para serem queimados. Os ídolos eram despedaçados. Assim também acontecia na Igreja em que nasci. As pessoas traziam ídolos em sacos e mais sacos para que fossem queimados e quebrados. Os livros de espiritismo, demonismo, nova era ou esotéricos igualmente eram destruídos.

Acredito que a opressão em muitos crentes hoje ocorrem por causa da crença mais no que dizem esses livros do que na Bíblia, que é Palavra de Deus infalível.
A questão da batalha espiritual que vira livro a cada dia, está na carta do apóstolo Paulo aos Efésios no capítulo 6. Lá, o apóstolo nos dá a receita para lidarmos contra espíritos do maligno e contra as trevas. O apóstolo diz que temos que vestir uma armadura para lutar. Cada peça da armadura é citada como importante, como a fé, a salvação, mas a arma principal é a Palavra de Deus. O apóstolo a cita como a Espada do Espírito. Significa que se o crente não lê a Palavra de Deus, não tem arma para lutar. Simples, não é? E eu afirmo que a maioria deles não conhecem o básico das Escrituras.

As Escrituras vêm nos dar segurança para vivermos, para andarmos e em todas as circunstâncias confiarmos que Deus, ao final, nos livrará e nos dará o melhor. Todo livro que põe medo ou põe em dúvida a veracidade bíblica, é de princípio satânico e deve ser imediatamente descartado.

Aconselho fortemente as pessoas que leram esse blog a se voltarem tão unicamente para a Bíblia, que é a Palavra de Deus infalível, nossa única regra de fé e descartarem os livros esotéricos, mesmo escritos por pseudocrentes que põe dúvida ou afirmam coisas ou impõem práticas sem base bíblica. Jogue-os foram. Destrua-os.

Não tenha medo de ser feliz. Faça uma limpeza na sua vida, no seu lar e desfaça-se de tudo aquilo que desagrada a Deus ou se coloca em autoridade superior a Ele. Deus está esperando por isso para te abençoar.



HINO
A Formosa Jerusalém - Harpa Cristã

Quão glorioso, cristão, é pensares
Na cidade que não tem igual,
Onde os muros são de puro jaspe.
E as ruas de ouro e cristal;
Pensa como será glorioso
Ver-se a triunfal multidão.
Que cantando, aguarda a chegada
Dos que vencem a tribulação.

Pensa como será glorioso
Ver o rio da vida e luz,
Cujas margens juncadas de lírios,
São a glória de nosso Jesus;
Haverá lá perpétua aurora,
Pois Deus mesmo a alumiará;
E o Cordeiro, com Sua esposa,
Noite e dia resplandecerá.

Pensa na celestial melodia
Que a terra encherá, de Beulá;
E das harpas a doce harmonia
Ao passar o Jordão se ouvirá.
Mesmo em dores que levam à morte,
Sê constante, não voltes atrás,
Tua herança, tua eterna sorte,
É Jesus, o Fiel, o Veraz.

Se é glorioso pensar nas grandezas,
Nos prazeres que acodem aqui,
Qual será desfrutar as riquezas
Que esperam os salvos, ali?
Os encantos do mundo não podem
Ofuscar essa glória dalém;
Não almejas viver, ó amigo,
Nessa formosa Jerusalém?

Posso tudo naquele que me fortalece? Será?

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Estampados em camisetas ou em adesivos para automóveis ou ainda bem decorado pelos melhores crentes, reina absoluta como uma frase de poder. A idéia que se tem é de que não há impossibilidade alguma para aquele que tem o Senhor Jesus Cristo entronizado no coração. Nas vicissitudes, nas dificuldades, eu posso qualquer coisa. Se tiver que enfrentar uma entrevista concorrida para conseguir um emprego, a vaga sempre será minha, “porque eu sou por cabeça e não por cauda”. Sempre terei os melhores carros, os melhores empregos, a crise nunca chegará até a mim e eu andarei em ruas de ouro aqui na terra, afinal o meu Deus é o dono do mundo.

Que bom seria se tudo isso fosse verdade, ou talvez nem fosse bom. Que graça teria a vida se eu fosse prestar um concurso público e na hora da prova o Espírito Santo me revelasse as respostas das questões? Ou se eu nunca tivesse uma doença ou dificuldade para enfrentar? Se meu sapato nunca furasse e sempre que eu chegasse a um shopping, lá está a minha vaga me esperando num local bem próximo à porta principal, junto à escada rolante?

Desculpem-me a simplicidade no escrever. Não gosto muito de linguajar coloquial. Deus não fez a vida para vivermos na moleza. Há muitos crentes em casa, esperando um anjo tocar a campainha com uma mensagem “meu servo, Jeová me enviou aqui para lhe trazer boas novas a você: uma vaga de emprego para ganhar vinte mil dólares. Não faz mal se você nunca cursou nenhuma faculdade ou se tem dificuldades com equações aritméticas. O Espírito Santo vai te ajudar e vai te ensinar a somar, na hora em que precisar. Vá e tome posse da sua vaga”.

Isso jamais acontecerá. Deus fez o homem para enfrentar desafios. São as dificuldades da vida que os fazem crescer, são os tombos da criança que a ensinam a andar.

Um dia resolvi prestar um concurso público para Auditor da Receita Federal. Estudei um período de 9 meses de forma bem intensiva, de 2ª a 6ª feira, das 19 às 00:00 horas e sábados e domingos o dia todo. Foram 14 matérias estudadas. No dia da prova, fiz uma oração e lá fui eu confiante na minha vaga. Quando fui conferir o resultado, não tinha entrado. Fiquei triste, naturalmente. Mas, retomei o meu ânimo e tentei novamente, agora com um pouco mais de carga de estudos. Nada, novamente. 3ª vez, nada. 4ª vez, CONSEGUI!!! Perguntei a um colega quantas vezes ele tinha feito: 13 vezes! Então fiquei até feliz por ter conseguido na 4ª.

As pessoas querem ter uma situação financeira estável. E quem não quer? Conseguir pagar as contas no final do mês e não ter o cartão de crédito carregado com juros exorbitantes, é o sonho de todo mundo. Mas acho incrível que uma pessoa que aceita a Jesus como Senhor e Salvador, descansa exageradamente. É para descansar? Sim! Nas suas promessas, sabendo que temos a vida eterna. Mas não é para encostar os estudos e ficar deitado em berço esplêndido esperando as coisas acontecerem.

O Salmo 1 diz: “em tudo o que PUSER AS MÃOS, prosperará”. Quem? O homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, que medita na lei do Senhor, etc. Em suma, é aquela pessoa que tem um compromisso com Deus, que o ama. Porém ela tem que PÔR AS MÃOS no seu sonho a realizar. Tem que estudar e muito, fazer pós-graduação, cursos de especialização e MBA, enviar currículos e trabalhar muito até conseguir um cargo melhor na empresa. Deus fará essa pessoa prosperar. Quem cruza os braços é preguiçoso e não está conforme a Palavra de Deus.

Uma pessoa desempregada há anos, conseguiu um emprego num posto de gasolina para ser frentista. Ia ganhar um salário mínimo, mas também teria as gorjetas. Essa pessoa saiu do posto depois de alguns dias, com a justificativa: “se for para ganhar um salário mínimo, prefiro ficar em casa”. Essa postura deveria ser inversa e essa frase seria melhor montada assim: “Se for para FICAR EM CASA, prefiro ganhar UM SALÁRIO MÍNIMO”. Tudo, menos ficar em casa, sem emprego. Desempenhando bem o seu papel de empregado, naturalmente outros desafios surgiriam. Mas existe um monte de crentes “lavados e remidos no sangue de Jesus” que estão jogados em cima de sofás em frente a um aparelho de TV. E o tempo está passando...

Quando o apóstolo Paulo disse: “Posso todas as coisas naquele que me fortalece”, precisamos entender que essa frase foi retirada dentro de um contexto. Vamos primeiramente analisar o clima do seu discurso e depois refletir se podemos mesmo tudo.

Primeiramente Paulo está preso por causa do Evangelho de Jesus Cristo. Abrindo um parêntese aqui, que vergonha alguns intitulados apóstolos, bispos ou pastor sendo presos por falcatruas, fazendo contrabando de dólares e construindo empresas de fachadas para lavagem de dinheiro e querendo se comparar com Paulo que também esteve preso. Paulo não merece essa comparação. Isso já é maldade. As prisões de Paulo foram por causa da pregação do evangelho, por causa da mensagem que atingia frontalmente o império das trevas.

Paulo recebe então uma ajuda financeira dos irmãos da igreja de Filipos. Paulo agradece gentilmente a oferta, complementando que o agradecimento não é decorrente de sua necessidade, o que era um fato, mas enfatiza que já aprendeu a se contentar com o que tem. E é nesse ponto que os crentes desconhecem o teor da mensagem de Paulo. Paulo sofreu tanto no evangelho que para ele os momentos bons ou ruins eram igualmente valorizados, contanto que ele estivesse com Cristo. Eu sua segunda carta à igreja de Corintios, no capítulo 11, ele descreve as aflições pelas quais passou, dizendo que foi castigado cinco vezes com 40 chicotadas, três vezes com açoites de varas,experimentou naufrágio, sempre passando por perigos, ameaças de mortes pelos judeus, trabalhando afadigado para se sustentar, passando fome e sede, frio e nudez, escapou da morte muitas vezes, foi amarrado pelos pés numa prisão na cidade de Filipos. E em Romanos no capítulo 5 Paulo diz que nossa única glória são as aflições e tribulações que passamos pela vida, o que nos fazem mais fortes, mais preparados para enfrentarmos qualquer situação.

Num quadro como esses, Paulo diz à igreja de Filipos que já aprendeu a se contentar com o que tem, seja no bom ou no ruim, estando abatido ou alegre, a ter em abundância ou a passar fome, Paulo já está treinado nisso e para ele tanto faz, conquanto que Cristo esteja ao seu lado. Aí ele conclui com essa frase: “Posso todas as coisas, naquele que me fortalece”. Essas coisas que Paulo fala, são o que ele acabou de descrever.

A maioria dos crentes usa esse excerto do trecho original como se fosse um amuleto da sorte, de ele pode todas as coisas, mas não pode não. É só o pastor da igreja não cumprimenta-lo, fica todo magoado e não raro deixa a igreja com aquela autojustificativa “não reconheceram o meu trabalho, o pastor não me cumprimentou, ninguém liga pra mim”. São crentes imaturos, que ainda precisam passar por muita aflição e tribulação para transporem essa barreira do “não me toques, não me reles, senão eu me machuco”.

Poucos crentes puderam dizer “Posso tudo naquele que me fortalece”. E nos dias atuais, talvez você encontre um ou dois. E muito provavelmente essa pessoa não é você. Ainda estamos longes de Paulo. O povo de Deus precisa ser preparado para lutar como guerreiros em campo de batalha e nunca olhar para trás, mas seguir em frente com destemor, pois o general da batalha da vida é Jesus Cristo e com ele seremos vencedores. Sem Ele, com certeza, derrotados.

Harpa Cristã:
Os guerreiros se preparam para a grande luta
E Jesus, o Capitão, que avante os levará.
A mílicia dos remidos marcha impoluta;
Certa que vitória alcançará!

Eu quero estar com Cristo,
Onde a luta se travar,
No lance imprevisto
Na frente m'encontrar.
Até que O possa ver na glória,
Se alegrando da vitória,
Onde Deus vai me coroar!

Eis os batalhões de Cristo prosseguindo avante,
Não os vês com que valor combatem contra o mal?
Podes tu ficar dormindo, mesmo vacilante,
Quando atacam outros a Belial?

Dá-te pressa, não vaciles, hoje Deus te chama
Para vires pelejar ao lado do Senhor;
Entra na batalha onde mais o fogo inflama,
E peleja contra o vil tentador!

A peleja é tremenda, torna-se renhida,
Mas são poucos os soldados para batalhar;
Ó vem libertar as pobres almas oprimidas
De quem furioso, as quer tragar!

Histórias que nos marcam

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Desde que nascemos, somos marcados por histórias. A vida é um livro de histórias que vão sendo escritas dia a dia. As histórias da vida não se apagam. Podem ficar por um pouco inertes, no vazio e desconhecido lugar da alma ou da mente, por um pouco quase esquecidas, mas revivem assim que as invocamos.

O Mestre nos disse que de cada palavra frívola, iremos prestar contas no dia do juízo. Palavras frívolas são palavras inúteis, ditas em vão de forma leviana e irresponsável. É o indivíduo precipitado que fala sem previamente refletir e medir as conseqüências, frases que ferem o próximo. Alguém já disse que palavras são como penas ao vento. Espalhe-as e depois tente recuperá-las. É impossível.

Algumas pessoas têm o dom natural de destruir os outros pela linguagem. Houve um político brasileiro do Senado Federal, já falecido, sobre o qual diziam que ele destruía uma pessoa com uma frase. Sua língua era uma metralhadora de carne. E ele se gabava de ser assim. Tinha o prazer de destruir todos os seus desafetos com palavras. A morte o ceifou e agora ele já prestou contas diante de Deus da sua vida.

Algumas pessoas passam pela igreja de Cristo deixando um rastro de destruição, como os furacões com ventos fantásticos em alta velocidade levando tudo o que encontram pela frente. Têm histórias marcadas pela violência das palavras. Existem pastores verdadeiros que amam as ovelhas desinteressadamente, mas também existem os mercenários, que são aqueles que trabalham exclusivamente por interesse financeiro e também para obter outros bens temporais como fama e poder. Ninguém que deseja o pastorado está preparado para ser pastor, porque não conhece o peso dessa responsabilidade. Os preparados são os que geralmente fogem e Deus tem que pegá-los em algum lugar da vida, ainda que seja viajando de carona na barriga de algum peixe. Os profetas de Deus chamados são conhecidos pela humildade em reconhecer e manifestar o medo em falhar diante do chamado.

Para ser um pastor verdadeiro, tem que renunciar a si mesmo, estar preparado para ouvir palavras sem revidar, engolir muitas vezes calangos, por amor à obra de Deus, lembrando que dentro de cada pessoa existe uma alma eterna que precisa ser salva. É verdade que muitas vezes sinto vontade de revidar de forma mais dura, mas minha experiência pastoral mostra que esse não é o caminho. Não podemos aplicar a Lei de Talião, “olho por olho, dente por dente”. O cristianismo age diferente. Jesus disse para não resistir ao mal, mas pagar o mal com o bem.

Por exemplo, se uma pessoa me falar mal usando um palavrão de baixo calão, ela estará apenas expondo sua malignidade, seu interior que é podre, cheira àquilo que saiu. Jesus disse que a boca fala do que está cheio o interior, o coração. Por outro lado, se eu revidar com frases piores do que aquela que me foi dita eu estou então utilizando a Lei de Talião e não a Lei de Deus. A lógica da coisa funciona assim: se o cara for cafajeste, eu o serei multiplicado. Então eu me faço pior do que ele. Ele é melhor do que eu. Fazemos-nos piores do que os bandidos se usarmos a medida do mal multiplicada. Daí aquele provérbio ímpio: “se ele é bandido, eu sou bandido e meio”.

Por isso Jesus disse para vencermos o mal com o bem. Não desço ao nível do maligno, me mantenho na minha posição de príncipe. O problema é que fomos treinados para revidar. Desde menino, brigamos na escola pelas melhores carteiras, pelo melhor salário, mesmo que se tenha que puxar o tapete do chefe. Depois que ficamos crentes em Jesus Cristo, nossa postura precisa mudar. Tem que orar por aqueles a quem não gostamos, pelo vizinho que nos odeia. Mas Jesus disse que se não fizermos assim, não seremos diferentes dos grupo de pagode que toma cerveja toda 6ª feira na esquina, porque eles também se gostam. E como! A diferença do cristão é ele amar pessoas difíceis que a gente não tem muita empatia.

Amar é diferente de gostar. O amor está acima do gosto. Para muitos essa afirmação pode ser estranha, mas Imaginem se trocássemos o verbo amar por gostar em João 3:16 “Porque Deus gostou do mundo de uma tal maneira...” fica esquisito, não fica? Deus amou o mundo mas nunca gostou dele. Assim você pode amar uma pessoa que está debaixo de uma ponte precisando de um cobertor, sem nunca ter conversado com ele. Isso é amor. Quando falamos de amor na igreja, significa que estamos dispostos a darmos pela causa de Cristo em prol dos necessitados mesmo que não os conheçamos e nem gostamos dele.

Há pessoas que fica um tempo na igreja, fazem amizades com várias outras e, de repente, sem aviso, às vezes por causa de uma desavença com um ou com outro, desaparecem sem deixar vestígios dela mesma, mas apenas um rastro de destruição. Porque nós, seres humanos, somos seres emotivos e nos apegamos aos outros. Quando uma pessoa fica certo tempo em uma igreja, faz muitas amizades. Quando ela sai, deixa muitos corações feridos e saudosos. Cadê a irmã ou irmão? Já está em outra igreja, armando-se para ferir mais pessoas. E assim ela vai, de igreja em igreja, destruindo corações. É o “crente-bomba”. Por onde passa, buuum!!!

Essa pessoa vai dar conta no dia do juízo de todo esse estrago causado à igreja evangélica. Porque a igreja de Cristo é um organismo vivo formado por todos os que se entregaram a Cristo e o receberam como seu Senhor em todo o mundo. Se a pessoa não consegue se adaptar a nenhuma igreja, o problema está nela. O melhor mesmo é ficar em casa e parar imediatamente o estrago que ela causa à igreja e a ela mesma.

Houve pessoas que deixaram em minha vida marcas de lindas histórias. Tenho minha mãe, “in memorian”, como exemplo. Meu cunhado José Maria de Lima, também “in memorian”, a quem devo a máxima gratidão pelo que fez por mim na vida profissional. Meu sogro, o pastor Salvador Puccio, são pessoas que não se repõe. Modelos a ser seguido. São pessoas que passarem, mas deixaram para trás o rastro de Cristo.

Mas tenho colecionado em minha vida pastoral histórias bem diferentes, muito tristes. Se você é uma pessoa que anda de igreja em igreja, saiba que você está causando sérios prejuízos à Seara do Senhor e será cobrado por isso. Deus tem um carimbo de “reprovado” para aplicar àqueles que foram infiéis. Significa que esses não têm mais a confiança do Senhor, porque começaram uma obra e depois irresponsavelmente largaram-na, como um Office boy comunica ao chefe que está indo embora. Vejam o que diz Jesus a respeito: “Aquele que põe a mão no arado e olha para trás, não é apto para o Reino de Deus.”. Jesus deixou bem claro que o Reino de Deus exige responsabilidade, porque vamos governar com Cristo sobre as cidades. Como é que um governador pode deixar a cidade abandonada? Pois é, os crentes fazem isso quando assumem uma Escola Bíblica Dominical e dão o fora, ou um departamento de crianças ou o culto de jovens, reunião de oração, culto de mulheres, bazar, cantina, ou qualquer trabalho ligado à igreja em que você tenha responsabilidade. Não assuma se não tiver o firme propósito de prosseguir até o fim, porque no Evangelho, só os perseverantes tem parte no Reino de Deus. “Aquele que perseverar até o fim, será salvo”.

Você que deixou a sua igreja, saiba que deixou também marcas de destruição em pessoas, em corações e em todo o Corpo de Cristo. Pare imediatamente com isso, arrependa-se e fique onde nessa igreja que você está agora freqüentando. Seja fiel ao seu pastor, obedeça-o, ore por ele e ame a todos os irmãos. Seja fiel, porque isso fará a diferença entre Vida Eterna e Condenação no Juízo Final.

Na batalha contra o mal, sê valente!
Segue em marcha triunfal, sê valente!
Olha o alvo que á Jesus,
Que à vitória te conduz;
Ó não deixes tua cruz,
Sê valente!

Sê valente! Pelejando por Jesus,
Sê valente! Nunca rejeitando a cruz!
Firme sempre no amor,
Com indômito valor,
Cheio do Consolador,
Sê valente!

Se o maligno t'enfrentar, sê valente!
Lutarás sem recuar, sÊ valente!
Seja aqui, ou onde for,
Escudado no Senhor.
Mostrarás o teu valor;
Sê valente!

Com altruísmo, com poder,sê valente!
Franco, sem o mal temer, sê valente!
Aos caídos em redor.
Manifesta-lhes o amor;
E serás um vencedor;
Sê valente!

O Evangelho a proclamar, sê valente!
No Brasil, em terra ou mar, sê valente!
Tua vida enobrecer!
Sempre com Jesus viver,
E a ti também vencer;
Sê valente!

O Tribunal de Cristo

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II Cor. 5:10 Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal.

O Tribunal de Cristo é uma instância de julgamento destinada aos crentes em Jesus Cristo, para que eles prestem contas do que fizeram por meio do corpo, ou bem, ou mal.

Não é o tribunal do Juízo Final. No Tribunal de Cristo só comparecem os crentes. Os não crentes em Jesus irão para o Juízo Final com a sentença condenatória definitiva, onde não cabe recurso: CULPADO, porque rejeitaram a salvação em Cristo. A pena aplicada será a morte eterna no Lago de Fogo. Nesse lugar de tormento Eterno, quem lá entrar nunca sairá por todas as eternidades. Você não deve pensar nem na ínfima possibilidade de ir para esse lugar.

No Tribunal de Cristo, cada crente será julgado pelo tempo que ele serviu a Cristo. As ações e as omissões, tudo o que você fez ou deixou de fazer, será pontuado e receberá prêmios ou punições. Não se trata aqui da perda da salvação que já está garantida para esse crente. Seremos julgados pelos serviços feitos em prol do evangelho, POR MEIO DO CORPO.

Somos maiores do que o corpo. O corpo é um invólucro, uma embalagem temporária, mas ele foi dado a nós para que seja empregado no serviço do reino de Deus.

No Tribunal de Cristo, crentes serão recompensados tomando-se por base o quão fielmente serviram a Cristo (I Coríntios 9:4-27; II Timóteo 2:5). A fidelidade fará a diferença. Mt. 25 • Disse-lhe o seu senhor: Bem está, bom e fiel servo. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.

Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o Reino que vos está preparado desde a fundação do mundo; porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me; estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me. Em verdade vos digo que, quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.

Percebam os verbos de ação: DAR DE COMER, DAR DE BEBER, HOSPEDAR, VESTIR, VISITAR.

Teste seu compromisso com Deus, através destas 20 questões. Cada uma delas vale 0,5 pontos. O total de acertos vale dez pontos.

PERGUNTAS QUE PRECISAMOS RESPONDER A NÓS MESMOS:
1. Você está satisfeito(a) com a sua atuação no evangelho de Cristo?
2. Quantas pessoas neste ano ouviram falar de Jesus através da sua boca?
3. Quantas pessoas você convidou para os eventos da sua igreja?
4. Quantas pessoas trouxe para os cultos para ouvirem a Palavra?
5. Quantas vezes participou dos evangelismos da sua igreja quando convocado?
6. O quanto você estudou a Bíblia? Saberia conceituar o que é o Evangelho?
7. Quantas visitas fez a hospitais para orar por doentes?
8. Quantas pessoas foram ajudadas de alguma forma por você?
9. Quantos já calçaram um sapato seu, ou quantos vestiram suas roupas?
10. Você começou uma obra na igreja e a abandonou no meio do caminho?
11. Você trocou o Senhor por outra coisa? Algo invadiu o lugar que pertence só a Deus? Não foi ao culto para ir ao Shoping, por exemplo?
12. Quantas vezes jejuou este ano pela sua consagração a Deus?
13. Quantas vezes orou pelos outros e não por você mesmo?
14. Quantas vezes orou pelos pastores e ministério da sua igreja?
15. Se você tem carro, quantas caronas deu a pessoas? Seu carro só transporta você e sua família?
16. Deus pode te coroar com um carimbo de fidelidade?
17. Você traz um quilo de alimentos para montagem de cestas básicas para o departamento social, ou sempre se esquece de trazer?
18. Você chega com antecedência aos cultos, ou chega sempre atrasado?
19. Você está enjoado de ir à igreja?
20. Já pensou em desistir de tudo?


Se você não conseguiu passar em pelo menos 50% das questões, eu diria que é hora de se reposicionar no evangelho. O QUE ESTAMOS FAZENDO AQUI?

Como você será lembrado pelas pessoas quanto partir daqui?

Martin Luther King, pastor americano, sonhou um dia na eliminação do racismo nos EUA entre brancos e negros. E uma de suas frases ditas num discurso de 28 de agosto de 1963 ficou marcada para sempre na consciência humana. O discurso chamava-se "I HAVE A DREAM" (Eu tenho um sonho). Transcrevo duas frases abaixo desse discurso:

"Eu tenho um sonho de que um dia, esta nação se erguerá e viverá o verdadeiro significado de seus princípios: "Achamos que estas verdades são evidentes por elas mesmas, que todos os homens são criados iguais".

"Eu tenho um sonho de que meus quatro filhinhos, um dia, viverão numa nação onde não serão julgados pela cor de sua pele e sim pelo conteúdo de seu caráter".

Ele foi assassinado em 1968 depois deste discurso. Mas 40 anos se passaram e hoje no ano de 2008, o presidente dos EUA, BARACK OBAMA, é descendente de um pai Queniano, um negro e de cor bem negra.

Martin Luther King não está vivo para ver, mas é nele, em um negro, em que o mundo deposita hoje sua a esperança.

AS PESSOAS MORREM, MAS OS SEUS IDEAIS PERMANECEM.

Deus está sempre dando oportunidades. Aproveite e mude sua postura perante o evangelho. Que tal recomeçar com uma nova mentalidade?
Espalhem a notícia pelo bairro. Espalhem que “ainda há esperança, digam às pessoas que Jesus te ama”.
Hoje ele é o pai amoroso e bom. Amanhã ele será o justo juiz.

Faze-me um vaso de benção, senhor,
Vaso que leve a mensagem de amor!
Eis-me submisso pra teu serviço,
Tudo consagro-te agora, Senhor.

A mim, toda a glória.

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Passei em frente a uma igreja na cidade, dessas grandes que gastam muitas horas de programação na TV, e vi na fachada várias fotos do líder em várias épocas de vida. Era um painel de fotos expostas na avenida, não sei com qual intuito. Talvez para causar impacto aos transeuntes: “vejam só a minha trajetória. Como eu sou um homem de sucesso! Eu sou o tal!”. Porque ele precisa disso? Porque necessita de uma massagem no seu ego? Penso eu que se houvesse uma foto para se colocar na fachada de uma igreja, esta seria a do Senhor Jesus Cristo e também todas as igrejas se chamariam unicamente “Igreja de Jesus Cristo”. Como não temos fotos de Jesus, já seria a placa suficiente para a igreja, que deverá ter no mínimo a identificação de que é uma igreja evangélica.

Digo isso porque há nomes esquisitos de igreja. Há na internet até uma lista de nomes engraçados, ”Igreja do fulano de tal, a Sumidade”. Ele exalta-se no próprio nome da igreja. Igreja eu vou, você fica. Não estou brincando. Igreja bola de neve. Que tal igreja bola de sorvete? As pessoas receberiam um picolé na entrada como prêmio pela assiduidade. Brincadeiras à parte, nem mais o nome da igreja de Jesus Cristo está sendo respeitado.

A revista Veja fez uma entrevista com um pregador famoso, de mnemônico MF, um sujeito que usa vestimentas extravagantes, lentes de contato coloridas, escova progressiva no cabelo e maquiagem de primeira linha. O entrevistador perguntou se ele se considerava vaidoso. A resposta foi imediata: “o crente tem que abusar da vaidade”. Amigos, isso vai contra tudo o que a palavra de Deus diz. A vaidade, o orgulho, a gula, preguiça, ira, inveja, ódio, são defeitos que precisam ser trabalhados na alma do homem pelo Espírito Santo. O discípulo tem que servir ao próximo, isso está claro nos ensinos do Mestre. Isso implica em renunciar a si mesmo. Como alguém que se renunciou pode ser vaidoso?

Existem certos pregadores na TV que parecem deuses de duas pernas. Na nova Jerusalém do livro de apocalipse, a nova cidade tem 12 portas, cada uma com o nome de um dos apóstolos de Cristo. Acho que Deus vai ter que fazer uma reforma nessa cidade para aumentar a quantidade de portas, porque tem novos apóstolos surgindo a cada dia. Isso tudo é produto da vaidade pessoal. Pastor já é um cargo muito insignificante para eles que querem ser reverenciados pelos homens, como os fariseus na época de Cristo.

Vi certo programa pela manhã um auto-intitulado apóstolo, fazendo o seu programa de enganação de massas. Uma senhora veio numa cadeira de rodas amparada por duas pessoas. O tal "iluminado" mandou a senhora ficar em pé. Os dois auxiliares ajudaram-na e ela deu um passo para frente amparada, mas não conseguia caminhar. Quando ele viu que a coisa não ia prosperar e a transmissão era ao vivo, ou seja, não daria para editar e cortar aquela cena, abandonou-a e foi para o outro lado do palco fazer mais um espetáculo de enganação. Sabem o que aconteceu com a senhora? As câmeras não focaram, mas naturalmente ela se assentou na cadeira de rodas e voltou para o seu lugar.

Tem também uns auxiliares que limpam o rosto do camarada, porque ele tem a cara ensebada, e dizem que no seu suor há unção. O povo acredita nisso.

Olhei o rosto das pessoas. Gente pobre, humilde, sem muita capacidade de uso da razão para perceber que aquilo tudo é uma enganação com o objetivo de roubar as pessoas descaradamente. O espertalhão exige do povo um dízimo de 20%. Não sei de onde ele tirou isso, mas já existe uma igreja que está exigindo 30%. Há igrejas que tem a máquina de cartão Visa para que o crente que estiver sem recursos, se endivide um pouco no seu cartão de crédito. Permite-se pagar o dízimo em 3 vezes.

Na igreja da avenida que mencionei acima, ao final do culto as pessoas saem com rosas na mão. Dizem que é rosa ungida, para ser colocada no ambiente. A rosa enxuga todo o mal ao redor. Por isso é que a rosa murcha. As pessoas acreditam nisso. No saguão há venda de tudo o que o mercado gospel pode oferecer desde CDs de cantores gospel até camisetas, fitinhas, correntes, adesivos, bíblias, livros. Um mercado persa. Quando Jesus chegou ao tempo encontrou exatamente esta situação. Eles não aprendem mesmo. Levarão as chicotadas lá no Tribunal de Cristo.

Está em moda o pregador fazer plástica e botar botox. E haja botox na cara. Deveriam era passar óleo de peroba, esses caras de paus que tem coragem de vir à TV para ensinar o povo a desafiar Deus, exigir os seus direitos, encostar Deus na parede.

Fui comprar roupas há um tempo numa loja masculina num Shopping bem famoso. A loja tinha um certo nome respeitável e gastei uma boa grana em ternos e camisas. O simpático vendedor me disse que tinha muitos clientes da igreja tal, a que mais tem crescido nesses últimos 20 anos, cujo líder tem alguns jatinhos, e só mora em mansões decoradas ao estilo nababesco. Tudo comprado com os dízimos que pertencem ao Senhor. Esse vendedor disse que os sujeitos daquela igreja ligavam pedindo ternos sem os ver. Aí o vendedor perguntava: mais quais ternos? O senhor não vem aqui para ve-los? A resposta era: “não é preciso. Eu quero os mais caros”.

O pagamento sairia dos dízimos do povo, daquele homem que vendeu o seu carrinho de pipoca para fazer o desafio. E eles ficam desfilando os seus ternos caríssimos na TV, entrevistando alguns escolhidos a dedo: “e a sua vida, como é que está agora depois do desafio tal?” “Ah, estou muito bem. Comprei um supermercado, tenho 3 farmácias, abri mais uma agora, 3 carros na garagem e hoje comi lagosta do Dinho’s.” Entrevistador: “Viram só, gente? Palmas para Jesus”. Aí, dê uma olhada no povo. Eles proíbem os câmeramen de focalizarem gente feia ou com cara de pobre. Só aparecem nas câmeras pessoas bonitas. Isso tudo faz parte do marketing.

E eles acham que tudo isso está certo. Deus quer que a gente viva assim. Comendo e bebendo do bom e do melhor, voando de avião. Mas enquanto isso, o povão anda mesmo é de busão, se tiver o dinheiro da passagem para ir para casa. Porque muitos entregam no saquitel do desafio.

Se você é uma pessoa que se identificou com essa reflexão e já foi enganada várias vezes fazendo campanhas e mais campanhas que nunca resolveram o seu dilema de vida, aconselho-o(a) fortemente a tomar uma decisão séria em sua vida e decidir-se por uma igreja que tem o foco nas coisas unicamente de Deus e se preocupa com a salvação do corpo de Cristo. Porque o mundo jaz no maligno. Preocupe-se em salvar a sua alma, amigo, porque a Vida Eterna é real. Jesus Cristo vai arrebatar toda a sua igreja, mas muitos vão ficar, porque não foram ensinados a santificarem suas vidas, mas somente a dar dinheiro para essas instituições criminosas, assim definidas pelo nosso código penal brasileiro.

Manso e suave Jesus está chamando;
Chama por ti e por mim.
Eis que Ele à porta espera velando;
Vela por ti e por mim.

Vem já! Vem já!
Alma cansada, vem já!
Manso e suave Jesus está chamando;
Chama: "Ó vem, pecador!"

Oh! Grande amor que Jesus nos tem dado!
Tem dado a ti, dado a mim, dado a mim, dado a mim
Veio salvar-nos do tão vil pecado;
Veio por ti e por mim.

Vem já! Vem já!
Alma cansada, vem já!
Manso e suave Jesus está chamando;
Chama: "Ó vem, pecador!"

Manso e suave Jesus está chamando;
Chama: "Ó vem, pecador!"
Vem pecador, vem pecador
Vem pecador, sim vem pecador
Sim vem pecador, sim vem pecador

 

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